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Mostrando postagens com o rótulo should we call this a feeling or an emotion or a sentiment

pluvious metropolis

deitado de bruços, sinto minha saúde cada vez mais tornando-se frágil, a ponto de rasgar a pele que recobre meu tórax, fazendo aparecer as costelas, os músculos e, ali dentro, meus pulmões, meu coração. a chuva cai sobre toda a casa, batendo incessante nas telhas de amianto, escorrendo pelas escadas, alagando o portão. respiro normalmente, mas também acredito que faço uma força exagerada para manter-me assim. nas minhas fantasias, um homem me propõe e me salva desse martírio que é ter de ficar deitado de bruços ouvindo a chuva lá fora cair, um tédio que me assola sem possibilidade de escape, tal qual uma cidade sitiada por um exército monstruoso e sanguinário nada tem a fazer a não ser esperar por alguma intervenção divina poderosa a seu favor.  eu, contudo, também sei que essa fantasia não é nenhuma profecia, nenhum oráculo proferiu palavras nesse sentido; busco na minha memória, então, formas de sacralizar os desencontros da vida. de olhos fechados, um leve gingado desconcertado,...

tristeza e a melancolia

354 mil sílabas se perdem no caminho entre o céu da boca e o nariz, enchendo todo o vazio da minha cavidade oral com palavras não ditas. sigo querendo tentando não podendo recitar nem meio poema, suspensos no ar estão meus desejos e também tudo aquilo que podemos ser. (existe futuro ainda?) acordei pensando em ti, como se resolvesse só buscar saídas novas para velhos problemas. que diferença faz se eu falasse? tudo se repetiu de novo, me vi de novo dilacerado, destroçado; você, de novo, nem coragem teve, só colocou a cara no grindr, dentre outras coisas mais. (era tudo para me atingir?) vago pelos dias como se nem me mexesse, vez ou outra abro uma cerveja, uma garrafa de vinho. rio com amigos, beijos noutros lábios. eu amo dar selinhos, mas que falta faz, ah! eu daria mais beijinhos do que há peixes no mar... e ainda assim, de que me adiantaria? a expectativa do conflito, do confronto, a surdez, a falta de percepção do outro ali, eu me ausentando cada vez mais de mim p...

às vezes quando eu chego em casa

naquele papel, eu ia pro pinel chego em casa e ligo algum aparelho. preciso do som. encho a casa de som. baixo as calças e sento no vaso sanitário. sempre fiz xixi sentado. quase nunca em pé. ouço também o barulho da urina ao encontrar a água parada do vaso. vou a cozinha e frito uma comida qualquer, cozinho um macarrão instantâneo. mastigo tudo com pressa, ouço os barulhos. as gatas são como eu sou: silenciosas. tentamos os três preencher o vazio dos silêncios entre nós. falhamos em excesso. nos olhamos, em momentos distintos, num silêncio pesado que recai sobre nossos olhos. temos os olhares tristes por isso. mas de todos os silêncios que venho carregando, esse último parece ser um dos mais importantes.

registros de um relacionamento conturbado (sobre relacionar-se com meninos brancos mimados)

eu queria escrever a história desde o início, porque minha memória vem falhando cada vez mais. me pego pensando e perdendo os detalhes. eu era tão apaixonado, como que encantado, sob um encantamento complexo e forte demais ao qual não resisti e não pude resistir. às vezes me pego ainda sob esse efeito. recomeçando: queria escrever a história desde o início, mas não só o que foi o meu ponto de vista: a relativização demais dos fatos tornaria a isso tudo uma incongruência sem tamanho. eu não falaria, então, do meu ponto de vista, nem de como me senti, mas sim de como me comportei, do que vi, do que li, do que ouvi. de modo geral, toda vez que nos encontramos, me vejo ouvindo a história ser reescrita. refalada, como se o que tivesse acontecido não tive acontecido, em lugar disso aconteceu o que você me fala 2 anos depois. quando em julho eu perguntei "você quer namorar comigo", essa pergunta ocorreu um mês após eu ser insistentemente perguntado quando eu te pediria em namo...

choro; me; desespero

você se levanta e anuncia que vai embora; eu me desespero porque ali não tive intenção nenhuma de falar algo ruim, de ser mau, simplesmente repeti palavras sem elaboração alguma. não importa a intenção, ali. o que houve foi que apesar da intenção, feri o outro , machuquei. me desespero. você se levanta e anuncia que vai embora. uma imagem de Ganesha olha por nós. eu me desespero e vou atrás. você fala que não quer mais me ver, ou me ouvir, anuncia que vai embora mas não vai. me espera. descemos as escadas, eu insisto em que mal fiz, não queria. esse olhar de ódio eu me lembro do natal e do ano novo. ah, no ano novo, na areia da praia, esse olhar em lembro bem. seguimos pela carioca, você profere as piores palavras e eu grito de volta. as pessoas talvez assustadas com o nível da discussão, seus berros, meus berros. me desespero, choro. cego pelas lágrimas corro de volta tentando ver que caminho você fez. dou a volta no largo, circundo o prédio da caixa econômica. choro. sent...

duda beat - sinto muito

e eu vivia a flor da pele e nem percebia que das vezes que eu ria era vontade de chorar de novo aqui para tentar exaurir tudo que passamos. hoje não me senti ansioso. ontem também não. ontem eu tava triste. jurei ter te visto na festa, me escondi. não era. rodei a festa a toa. beijei outros lábios, voltei pra casa sozinho. ontem foi a estreia da nova temporada de RPDR. eu não assisti. não sei se voltarei a assistir algum dia. não vejo mais tv. só ouço o disco da duda beat. tá no repeat. duda beat no repeat. não indico música alguma, indico todas. vamos aproveitar o tempo que nos resta pra gente se agarrar mas e essa necessidade de exaurir. ontem vi um caminhão "mudanças Valmir" e no fim das contas tudo que você me fala que está mudando, eu não vejo mudanças. é só mais do mesmo, é o tirar a máscara. quem não sustenta o nosso amor? de onde eu tenho orgulho? quem se colocou em posições vulneráveis, quem buscou o contato apesar de magoado, quem sempre esteve ali? ...

mar revolto, posêidon agitado

o seu orgulho em falar que terminou comigo, mas não quer reconhecer a desonestidade toda que cometeu comigo, desonestidade & infidelidade, para além de todas as agressões & abusos & humilhações que fui submetido. a relação dominação-submissão que ultrapassou a fronteira do leito, e permeou toda a nossa coexistência pacífica enquanto eu pude manter essa posição subalterna. no fim a relação ocorreu por minha causa, eu me empenhei, e terminou também pelo mesmo motivo, ou não terminou, permanece aqui latente esse desejo de reconciliação e também de restabelecer a relação dominação-submissão para então, sim, aí, sim, terminar e ter o troféu de quem terminou com quem. a disputa de quem magoa mais quem, de quem proporciona o maior ressentimento, nessa disputa eu entrei atrasado, até então hors concours, até então, com uma entrada triunfal, chegando de rasteira, caindo de sua órbita em desgraça direto em você na velocidade da luz, quando eu so queria sentar sobre a sua car...

floating in outer space

dizem que quando os gatos te olham, com aquele olhar profundo de gato, e piscam, lentamente piscam, querem comunicar o amor profundo que sentem pela pessoa objeto de seus tão intensos olhares. no sofá, tentei emular o olhar que recebo de minhas duas gatas. um olhar profundo e profundamente cheio de amor, devoto até as pálpebras fecharem. eu sorrio. envergonhado. seguro lágrimas que querem sair, mas o sorriso não pude deixar escapar. naquele momento me teletransporto para marte, talvez nos teletransporto para marte, aquela terra fria e empoeirada, vazia de gente e emoções. um marte em gêmeos, arguto, mas onde não haveria mais briga. fecho os olhos, viro o rosto para a tv, de forma a esconder o sorriso que se formou. o tempo que se cria nessa viagem pelo espaço sideral talvez seja o tempo que devemos permanecer distantes, um paralelo entre espaço e tempo sacramentando o espaço-tempo em que o próximo evento ocorrerá, em marte (em gêmeos na casa 2) ou vênus (em aquário na casa...

(no escuro) todos os gatos sao bonitos

passo pela rua e venho andando apressado. olho para o portal da lojinha de eletrônicos e lá está de novo o gatinho de pelo amarelado. me aproximo dele como que para fazer carinho, e o gatinho emite um miado inaudível talvez pelo trânsito  intenso talvez por estar doente. olho bem o gato e reparo nos olhos avermelhados como que inflamados, um novo miado tão surdo quanto o anterior. o gato me toca de uma forma que não sei explicar, aquela cara felina, cheia de graça e maravilha como so um felino sabe ser mesmo quando doente e moribundo. aproximo a mão do gato amarelo, os pelos cujo aspecto péssimo nao atraem carícias nem carinhos mas que so a proximidade de meus dedos é suficiente para despertar daquele rostinho angelical a mais genuína felicidade. choro. choro na rua pelo gato amarelo, choro por mim. choro. deixei pra trás o gato amarelo, largado a própria sorte, assim como estamos nós mesmos à deriva , esbarrando-nos uns com os outros na busca individual do que é o nosso ...

pixelado amor

faz frio: no rio de janeiro, 20ºC significa muito frio. agora deve estar 17ºC e eu me deito cedo. deito e me cubro, após fechar as cortinas, apagar as luzes. me cubro com lençol, faz frio. fecho os olhos, eu poderia chorar. vi um pornô qualquer, dois três; tropical latinoamérica, ouço aquele álbum que tu colocaste noutro dia que transamos no teu quarto. uma transa romântica? sim, uma guinada definitiva naquele dia do que poderíamos ter sido somente.  transamos romanticamente com teus pais no quarto ao lado, a noite la fora silenciosa naquele pedaço entre icaraí e santa rosa. fazia frio como num outono temperado. agora faz frio como num outono temperado. me cubro e me esparramo na cama de casal, sozinho.  eu queria ligar, queria ouvir e falar. queria, tambem, chorar do nada, mas nao consigo; deito as 18h na esperança de que o tempo passe e eu permaneça aqui sem fome, sem vontade, sem nada. essa vontade de chorar aleatória que aflige 3% da populaçao carioca me agarr...

try not to fear but forget

hoje pós almoço me abate uma ansiedade que não sei de onde vem: se das respostas mal dadas, a conversa que não evolui, ou do preço salgado que a refeição me custou. imediatamente começo a passar mal. o almoço quase me sai pela boca. volta até o céu da boca, eu quase vomito.  sete dias atrás minha mochila acaba vomitada por um nenê no ônibus enquanto eu distraído ouço música. sábado de manhã eu chego em casa e as 8:14 eu peço desesperado que me liguem. eu não devia nunca fazer isso, desesperado ainda por cima. a cortina fechada, a cama e o travesseiro me embriagam. eu queria que alguém entrasse no quarto de repente e me comesse naquela hora mesmo, no estado que eu estava. às 8:15 adormeço. às 11:26 eu acordo, totalmente embrigado pela pouca luz que a cortina causa, o lençol, o travesseiro. transpiro no pescoço. a cabeça dói. levanto e vou ao banheiro. esse ritual de se ajoelhar para o vaso é quase inexistente, mas eu me dedico mesmo assim. bebo água. enfio o dedo na g...

toma aqui os 50 reais

makes you wonder why you even try still don't know how i even survive o mais difícil é acordar e ter essa vontade de não fazer nada; ficar na cama. culpar a gata que não levanto pois ela se apoia em mim para dormir. eu não posso despertá-la, eu não devo. me arrasto pelos cômodos da casa. me arrasto pelas ruas. as pernas pesam como chumbo ao subir no coletivo que me leva daqui para lugar nenhum: me levam para onde eu não tenho nada a fazer. me visualizo a jogar 50 reais e falar "desculpa, eu não posso continuar isso aqui, não hoje. não hoje, não posso continuar". eu sempre me desculpo até quando a culpa não é minha. e é como eu já disse; a vida não é um eterno recreio de jardim de infância em que a gente se empurra, deixa o outro de castigo no alto da gangorra, só para vê-lo esfacelar-se no chão quando se toma a decisão de que a brincadeira chegou a um limite e a diversão já não interessa. por enquanto, resigno-me ao silêncio do sacolejar dos coletiv...

da ansiedade e seus mini-choques

[segunda] apoio minhas mãos sobre meus joelhos ossudos e inclino a cabeça em direção ao banco da frente. pela janela, entra uma fresca brisa que, se estivesse calor, me acalmaria. mas não é calor o que sinto, tampouco a brisa me acalma. olho a volta, giro o pescoço, procuro. volto a atenção da minha mente para as palmas das minhas mãos, esticadas, sobre os joelhos, na esperança de que isso, sim, vai me trazer calma; tentativa frustrada como a de rae earl em my mad fat diary (nota mental: assistir novamente). (vejo um policial gato na rua) [sábado] acordo e olho o teto. me movimento da cama em direção ao sofá. deito novamente. adormeço. o nó na garganta me impede de falar. adormeço. calafrios perpassam meu corpo, como que mini-choques. os mini-choques tornam o sono difícil, mas o sono é melhor que estar acordado. não consigo falar. não consigo falar, apesar de saber que deveria vomitar aquilo que está em minha cabeça. mas o que está em minha cabeça? não consigo identifi...

das desculpas esfarrapadas e de como farejo o futuro que nos aguarda

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[ ouço o piano elétrico tocar no meio da balbúrdia de instrumentos] eu devia ter escrito isso há um ano atrás, ou quase um ano atrás. há um ano atrás, exatamente, eu estava de férias na bahia, tal qual minha vó Olga em algum ano da década de 50 ou 60. diferente da minha vó Olga, eu não levei nenhum caderninho para fazer de diário de viagem... mas fato é que eu devia ter escrito há quase um ano atrás, devia ter-lhe dito já desde o início, relatar esse início errado e torto que eu produzi; que eu causei, impus, tracei como meta, como destino e que logo quis reordenar e mudar, por capricho meu, capricho do kleber - kleber, aquele safado & cretino galanteador barato que me faz cometer algumas loucurinhas e levar essa vida em frente. pois que eu na mesma hora recobrei os sentidos e naquela caminhada no corredor aberto, frio, de paralelepípedos e muros recobertos por plantas, tentei: cê tá chateado? desculpa. o que mais me doeu, que mais me roeu foi a porrada na boca do e...

é preguiça ou ansiedade isso aqui que sinto entre os pulmões?

QUEM DORME SONHA QUEM TRABALHA CONQUISTA sinto uma câimbra, novamente, sexta-feira à noite. disfarço o desconforto, o novo desconforto. passei a noite com a perna esquerda recostada junto a perna de outra pessoa, de um desconhecido, e se eu estivesse noutro dia, em algum outro dia pior que o que estou hoje, pensaria que houve algo mais naquele leve roçar e encostar pernas.  ou como também houve algo mais naquele olhar absorto e vidrado. eu não me acostumo com olhares vidrados e perdidos, prefiro os que tem alguma emoção, menor que seja. o olhar vidrado que tudo reflete, inclusive a aparência que eu, naquele momento, desconfortável gostaria de disfarçar. desconfortável, mas feliz. quarta-feira, dentro de um ônibus da linha 634 , altura da vila do joão, uma jovem mulher sobe pela porta de trás e distribui caixinhas de bala Mentos, junto de um papel com uma mensagem "quem dorme sonha quem trabalha conquista". ela tem o semblante cansado. não fala nada. outros ...

hasta siempre, 2017

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نا الصحراوية // eu sou saarauía habibi, habibi : mais um fim de semana em casa, espraiado na cama, no sofá. espraiado pela casa pequena com as gatas. a casa que encolhe. o quarto que se varre em 5 segundos (em contraposição ao quarto que se varria em 5 minutos). a casa que encolhe, encolhe comigo dentro. habibi, habibi, canto para a gata que adormecida repousa em minha cama, espalhando seus pelos. habibi, habibi, sim!, ainda há esperança, canto feito canção de ninar, para acalmar as gatas de que, sim, sim!, ainda há jeito para esse mundo cheio de trumps e hillarys e temers e bolsonaros, a década de 2010 parece emular 1910, 1810, 1710, 1610, a história se repete primeiro como tragédia depois como farsa, quantas farsas temos vivido? quanto mais teremos que passar, hem, quanto mais acontecerá para que deste mundo se passe ao paraíso, a shangri-lá, a terra de zaratustra? ouvi que as montanhas do cáucaso, a irlanda, gales e a cornualha transbordam de magia, deve ser pela chuva abund...

the angry outburst in the gaslighting metropolis

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angry outburst no, i must say this: i am not sad, not really, not at all. i must say that, i'm not sad, nor unhappy. after all these months, days, all that insincere chatting (or should it be gaslighting trying?), i am not sad. why, on earth, heaven or hell, why should i be sad?  the only reasonable explanation for what i'm feeling is this: i'm angry, just angry, only angry, with myself, with this ridiculous situation, but also relieved so that i can avoid not only one, but two people - can we get an amen here? pls ppl. "oh, i don't know how sensitive you are about that" zzzm that just got me rolling my eyes, seriously, is that all you have? i can't believe. some people are really awful, i can't manage. trying to gaslight me? ME? really, queen?  of course i feel angry, i feel bitter , not sad, and this eventually will pass.

no te vayas si te vas pt. 2

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self-pórtrait "best fake friend award". niterói, 2016. and the award for best fake friend goes to: moi. i couldn't help avoiding to stare at you. must i say "i'm sorry for not hanging out with you"? well, sorry, i'm not saying this. not a word. i'm not sorry. you see, i've decided something before you left this year and i am still pretty sure about that (decision). period. though i just wanted to say that i cried my heart out when i decided that, it wasn't easy; our last phone call conversation, cut the transmission line. i cried, before it was cool. not that you know, or even you should know. let's just say it's better to have some other person crying in other shores than those where i weep. and you just called me love.

futurinho que se aconchega

tá frio nessa sala, e talvez esteja frio lá fora. tá frio aqui dentro, dentro de mim. muitos pensamentos perpassam minha cabeça mas nao pesco nenhum deles, apenas vislumbres. nao tenho falado com quase ninguém, mas quando falo, vem aquela urgência, e acabo nao falando nada. a última vez vomitei palavras, sentimentos, sensações e frustrações num ônibus, uma garrafa de vinho aberta entre nós. eu nunca disse obrigado, mas acho que é isso. agora no momento eu to me perguntando quanto tempo mais eu vou sentir frio aqui nessa sala. nao mais por muito tempo. a ver.

viver por viver não deve ser estimulado.

tentei escrever algo em ingles, mas nem saiu nada decente. o céu hoje está azul, demais, me dá até raiva de estar dentro dessa salinha fazendo absolutamente nada pelos proximos 40 minutos. na verdade, gostaria de estar em casa. nao há nada de relevante na minha vida acontecendo. mé. que saco. no ônibus, eu penso "que vida de merda, que vida de merda. tudo me vem fácil, nao tem adversidadem; se tivesse, eu teria me rebelado mais, quereria mudar mais a vida, mudar pra melhor, enfim". em casa, debaixo dos lençóis. sozinho, enrolado. cabeça no travesseiro. nao quero sair de lá, de jeito algum. levanto e me arrasto até o banheiro. nenhuma vontade de nada. cheguei ao ponto em que nem mesmo tenho vontade de comer coisas específicas, mas como. fico pensando qual o ponto em que se vira um obeso que nem a mulher aqui na sala ao lado e nao se pensa em nada além de comer por comer, sem objetivo, sem prazer, mas pela comida. é o que tenho feito. comer por comer, dormir por dormir, v...