Postagens

Mostrando postagens com o rótulo esse dia foi chato

vem chegando o verão

desci as escadas sem saber o que estava fazendo. escorado no poste enquanto aguardava um ônibus, o sol das dez horas da manhã me castigava, e eu não tinha pleno controle do que estava fazendo. ali entreguei de bandeja todos os pontos e deixei claro: eu não consigo fazer isso, essa influência é nefasta para mim. de dentro do ônibus a mistura de suor e lágrimas escorria pelo meu rosto, meu corpo. um homem gordo e espaçoso se sentou ao meu lado, e isso, o calor, as lágrimas, me levaram a pensar que o mundo estava insuportável e eu precisava descer. quanta pressão de uma vez só. toquei a sineta e desci. pedi um uber. o sol já das onze horas torna tudo mais ingrato ainda. ali talvez eu não estivesse plenamente consciente do que fazia naquele momento. o ar condicionado dentro do uber não ajudou a diminuir o ritmo, tampouco, segui naquele ritmo frenético. "eu vou avisar a polícia", de que? de que do outro lado da linha estava outra pessoa completamente arrasada e destro...

the lights of the metropolis have been turned off

Imagem
dementors in privet drive? there's a blackout immediately after that call. the metropolis is dark, though it is not dangerous. not now. the metropolis is only senseless, reason-less. what to do? what not to do? what is it? people think that will never happen (or never happen again): they are inside-out-ly wrong. i wander off, hands in my pocket, dreams terrify me during the long nights. who will i call? who will tell me "oh, you're too much skinny dear". empty, way empty. the metropolis doesn't have a voice, anymore. right now, the metropolis is, just is, no plausible reason to its existence.

No CTI tudo é diferente

Tudo é diferente no CTI; aquelas portas semiabertas parecem encerrar uma espécie de parque diversões. Me assusto com as luzes, aquelas lâmpadas amarelas tornam tudo menos ou mais pior do que realmente é. A maquinaria emite sons que parecem uma canção de vídeo game. Ou alguma tentativa experimental de fazer música pop, avant garde . Os leitos estão lá. Por onde passo vejo idosos deitados, familiares a volta. Alguns estão de olhos abertos. Outros me espiam para saber o que farei. No CTI, tudo é diferente.

são 19 horas, me dê os ansiolíticos

Imagem
patético como eu me amarro a qualquer poste, implorando para que me levem pra casa na primeira oportunidade que surge. dois litros de vinho não resolvem meu problema: continuo ali, desinteressante, apenas um cão pulguento qualquer em um poste qualquer numa esquina qualquer dentro do limite da metrópole. nao sinto frio quando faz 0ºC o relógio quase marca as 19 horas quando eu tenho vontade de me jogar nos trilhos antes do trem chegar. mentira, eu não pensei isso, mas andei tão rápido em direção ao extremo da plataforma que, ao sentir o vento bater em meu rosto ao se mover a composição, logo me veio a cabeça que eu podia ter sido estraçalhado ali mesmo em pouco tempo. que diferença faz? a dor inexiste, já, sinto só um choque elétrico constante passar por minha barriga, ou como se dentro, apenas houvesse plástico queimando. deve ser isso que me torna desinteressante, esse cheiro de plástico queimado que emana de mim ou então esse choque contínuo que me garante um as...

all i want is inner peace

where are you now where are you going,        a infância fica pra trás. dá-se adeus ao passado, quero já chorar. não é só por isso, pela pobreza, pela insegurança, pela incerteza. é pelo que fica atrás, que cada vez mais coisa fica atrás, aquele ser que já não somos, que já não sou e que fica cada vez mais distante.        tudo é diferente, já agora é bem diferente do que foi doze horas atrás, o mundo girou 180º; só 180º, porque, se girasse 360º, teria voltado ao mesmo ponto. já tenho medo, já não sei como ficará, a sorte ataca e dilacera-nos por um instante, mas ao mesmo tempo como se dissesse-nos "vira-te, vira-se".

depois da janta / no banco detrás do carro

eu: atrás, no banco espaçoso. faltou a cadeirinha. sem cinto, irresponsável. como toda a minha vida e tudo que faço. sem segurança. tentando entrar ali, naquele mundinho dos bancos da frente. tentando parecer o que eu não podia e não posso ser. tentando chamar a atenção enquanto assuntos alheios ao meu mundo rolam entre os dois. enquanto eu, alheio ao mundo em que tento entrar, fico para trás. literalmente, você: ali, sem olhar para trás, no banco do carona, falando de coisas alheias ao meu mundo, falando de mim (depois), alheio ao seu mundo, rindo, rindo. mas antes: uma preocupação, onde você vai ficar, mesmo, ah, sim, sim, a gente te deixa lá. e um beijo de despedida. ele: dono da verdade, dono do carro, de mesmo nome que eu, ou não, claro que não, isso é só para fazer parecer pior do que foi, mas depois rindo, rindo, bem sucedido e ouvindo jennifer hudson .

my bad

a total mess . quem se importa? nem eu. às vezes escrevo sem pensar, e sempre penso sem pensar. os pensamentos fluem sem que eu queira; nesses dias, friorentos, a pele do pé fica até dolorida. mas isso é o de menos. continuo odiando domingos. o final de semana foi bom. domingos são detestáveis. nao sei o que fazer. como que se chega lá? na maior parte do tempo eu invento a minha realidade, que é uma bosta também. a gente volta bêbado no ônibus quando o dia já tá claro, e eu nao sei oque fazer sobre isso. não sei, mesmo. nao sei de nada.

quotidiano

não tem mais nada a narrar dessa vida que acontece, a não ser que contemos a rotina: acorda, levanta, anda até o banheiro, senta à mesa da cozinha. mastiga, mastiga, bebe. deita mais um pouco, liga a tv. levanta, anda até o banheiro, entra no box, liga o chuveiro. pega a toalha, seca, seca, anda até o quarto. coloca uma roupa qualquer, senta à mesa da cozinha, mastiga, mastiga, bebe. escova os dentes, sai de casa, anda até o ponto, faz sinal, espera um hora, grita "próximo", dá o dinheiro, atravessa, anda, anda, passa na roleta, pega o elevador e senta. olha a janela, da internet e da rua. acho que paro por aqui porque é muito sofrimento escrever o fim do dia, essa lenga-lenga, essa repetição, esse mal-trato em que me enfio todos os dias. tem dias que não troco uns beijinho, tem meses que nao gosto de ninguém, nao me apaixono, essa miserê emocional, essa tristeza, essa falta de vontade que vem a mim e faz aqui o vosso reino. bang, e amanhã tem mais do mesmo.

falta mucho corazón

nao quero lavar o cabelo. o horóscopo sempre mente. to me sentindo muito, muito babaca. mas nao no sentido estrito da palavra, se é que esse existe. num banquinho de frente pro mar e as pessoas ao longe as palavras se enrolam se perdem mas os braços apontam. dizem que apontar é feio; eu só fico "aijesus o que faço, o que faço! nao aguento mais". to ficando meio mal agora. ou meio mau. a diferença nao parece tão grande. nao sei como as coisas chegaram a esse ponto e como que peguei esse rumo, mas às vezes faz falta. num momento você tá lá dibowie com todos e, então, de repente, não mais que de repente, é isso que acontece: um banquinho, a cabeça deitada na mochila. o céu tava estrelado? nao me recordo, mas nem faz diferença.

chegando ao nada

eu sinceramente nao sei como funciona essa mágica: num momento estou acabado, destruído, confuso. os pensamentos vem aos zilhões e passam feito nuvens, ligeiras, anunciando chuva ou, quem sabe, um sol de rachar. então vem o momento mais calmo, tudo em perfeita harmonia, uma ponta de esperança crescente no peito. juro que não sei. esses dias estão esquisitos. sempre estiveram? outro momento me perguntaram se eu não estava me sentindo assim com muita frequencia. eu juro que nao sei. acho que to meio cansado de nao saber. a terapia essa semana foi pesada, como na outra. a menina nao me perguntou, novamente, ao final da sessão, como eu me sentia depois de tudo aquilo. nao que ela não soubesse, talvez. detesto a sensação e a tensão que se instauram quando ela me encara e eu nao sei o que fazer. os olhos ficam cheio d'águas, mas ainda nao foi dessa vez. a gente parece estar chegando perto de algo, ou melhor: do nada.

entendendo virginia woolf

hoje parece tudo normal, já. sem preocupações além das normais da banalidade da vida por essas bandas e por esses cantos e também da minha inutilidade mórbida que parece me consumir. a diferença é que consigo lidar com esses pensamentos hoje, mas em outros dias, tudo parece grande demais. parece me engolir. como naquele dia em que me olhei no espelho e me detestei tanto, mas tanto, que queria não me olhar no espelho nunca mais e acabei por fazer a barba e no fim das contas, numa viagem de ônibus qualquer, que passava pela ruela lateral da igreja de são cristovão eu tive a certeza de que naquele dia eu tive, sim, vontade de, sei lá, (fim) (cortar a barba) mas me decidi só por cortar a barba que era o que mais me irritava naquele momento, era o que me deixava, ao mesmo, o que eu queria ser e o que eu queria não-ser, essa dicotomia que me persegue a vida inteira e que, sei lá, num momento parece absurda mas noutra parece perfeitamente normal e factível e, nessa hora, a gente entende v...

limpeza virtual

nao mudou nada, mas eu só fiz uma limpeza de alguns megabytes

he's been sighted, he's been sighted

esquina, bip bip. luz do poste acende, luz do poste apaga. parece um encontro de delinquentes-wannabe. me pergunto o que diabos eu estou fazendo ali, mas só na mente. afinal, é isso mesmo? pareço um extraterrestre. vai ver sou mesmo um ridículo babaca.

alright, still

outro dia quase tive uma recaída. nao sei o que tem me feito ficar assim esses dias: será uma espécie de comemoração? de aniversário? triste. luto. naquele dia fatídico, eu vesti a mesma indumentária, seria isso? é basicamente, acho que passei o mesmo perfume até. mesma meia. mesma cueca. enfim, mesmo tudo. até eu talvez fosse o mesmo. a situação teria sido igual, não fosse um acaso: a inconveniência. mas acontece com as melhores pessoas. e é isso mesmo, mesmos assuntos, mesmo caio...

absorvente

e quando de repente, sei lá, aos 40 anos, se descobre que a vida foi uma farsa? e se se descobre aos 22? TARAN dúvida, dúvida. o cãozinho seguia por detrás, na penumbra. fez cara de choro. será que eu fazia essa cara? ou era menos infeliz? tão livres.

olharinhos me dizem "reprovado"

pauta normal de novo: repetição ativada. é tudo poder da mente do acaso ou do destino? ah, não se esqueça que é tudo culpa minha, eu não me esqueço. não me esqueço de lhe lembrar também. os olharinhos me perguntando o que eu fazia lá, e eu lá. só lá.

limpeza do lixo eletrônico

:parece até ironia que o primeiro spam do dia seja essa belezura né. Nada deve parecer impossível de mudar. :-) o dia trolando hard

táxi pra estação lunar

e hoje eu finjo que tenho raiva da lua, até quando vamos levar essa encenação? pra vida toda? até quando eu carregarei esse papel... de qualquer jeito é melhor que ser plateia? esse papel besta, bobo. repetindo uma cena a cada ciclo, a mesma cena. às vezes muda um pouco isso de odiar a lua, ela não estava no céu naquela quarta-feira. posso odiar a chuva? não que eu odeie, mas acho que não gosto de dias chuvosos. nem nublados.

back to black

aquele branco que bate na mente e não deixa a gente pensar num início decente para qualquer situação que se queira descrever. mas é dar branco ou apagão? anyways, i go back to black e tento qualquer coisa podia começar como se já não fosse o início, é isso: tic-tac a lâmpada do lado de fora faz, deixando o quarto constantemente no breu e à meia-luz. tic-tac fazem meus pensamentos, num eterno ir e voltar. eu estou de pijamas, deito e cubro o rosto. breu total. (black) corta, agora pif-paf faz a lâmpada de novo. eu acordo de repente out of the blue, tipo a adele, e me arrependo de não ter dado um jeito na maldita lâmpada. me arrependo de não ter dado um jeito na mente, nos sonhos. os sonhos: o que mais buscamos, mais profundamente nos libertamos, e nos arriscamos também. onde dói. será ferida? it's bittersweet , eu diagnostico. sonhos são assim, bitter and sweet , todo o tempo. sweet when inside them, bitter when back to reality . (baque)  é tipo um eterno ensaio em que ...

papos de domingos

daí que tem tanta gente famosa morrendo e a gente olha as fotos dos conhecidos que passaram também, às vezes vem aquele cheirinho de naftalina mas é só o armário que tá precisando de um anti-mofo, nesses dias de inverno e chuva sabe como é, até borrifo um perfuminho lá pra tirar o cheirinho de guardado, das roupas e de mim, não não, tá tudo bem por essas bandas mas podia estar melhor, eu aqui escutando heartbreaker do mstrkrft e a heartbreaker da mariah carey, a vida passa rápido não te parece que foi ontem que eu te conheci ali, foi no metrô no ônibus na boate na faculdade, mas também faz tanto tempo e eu meio que me perdi por esses caminhos o gatinho continua repetindo pra mim e pra alice que qualquer caminho serve ou é o hagrid quem me diz que se pode comprar qualquer coisa em londres se você souber aonde ir??? eu queria estar em londres queria era ter tomado banho mas ó que pregs de vida queria ter uma gata e chamá-la de jurema ou de abigail gosto desses nomes, eu tô lendo lygi...