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Mostrando postagens com o rótulo brand new year (recap)

hasta siempre, 2017

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نا الصحراوية // eu sou saarauía habibi, habibi : mais um fim de semana em casa, espraiado na cama, no sofá. espraiado pela casa pequena com as gatas. a casa que encolhe. o quarto que se varre em 5 segundos (em contraposição ao quarto que se varria em 5 minutos). a casa que encolhe, encolhe comigo dentro. habibi, habibi, canto para a gata que adormecida repousa em minha cama, espalhando seus pelos. habibi, habibi, sim!, ainda há esperança, canto feito canção de ninar, para acalmar as gatas de que, sim, sim!, ainda há jeito para esse mundo cheio de trumps e hillarys e temers e bolsonaros, a década de 2010 parece emular 1910, 1810, 1710, 1610, a história se repete primeiro como tragédia depois como farsa, quantas farsas temos vivido? quanto mais teremos que passar, hem, quanto mais acontecerá para que deste mundo se passe ao paraíso, a shangri-lá, a terra de zaratustra? ouvi que as montanhas do cáucaso, a irlanda, gales e a cornualha transbordam de magia, deve ser pela chuva abund...

note to self: never forget

Como escrever uma carta de amor para mim mesmo? I miss the old times . De verdade, quando eu me sentia mais completo sozinho - apesar de sozinho. E eu ia ao cinema sozinho, ao teatro sozinho. No money no family 16 in the middle of miami , ou no meio de botafogo. Rindo sozinho na sala de cinema,  indo a boate sozinho após ir ao teatro sozinho. Jantar sozinho. Almoçar sozinho. Tomar um café sozinho. Como faz isso? E, agora, como fazer tudo isso de novo? Como me controlar e não fazer burrices? O que eu amo em mim mesmo? Tough question. Self-love Letter to Myself. Eu nem sei lavar os cabelos direito. Por que em alguns momentos temos esses arroubos de automutilação? Raspar a barba (quando se fica esquisito sem ela - ou se é esquisito o tempo todo?). Cortar os cabelos (mas eles não estão uma bosta mesmo?). Esse desejo de se estragar: isso eu amo em mim mesmo. Ou esse ar semi-inteligente que sustento, fingindo ler mais que do leio efetivamente,  conhecer mais músicas (apesar...

the first nöel

e chega o momento do primeiro natal sozinho. o silêncio da casa. não foi como eu imaginava. é como um dia qualquer, um dia outro qualquer. se pudesse, aboliria o natal, claro. mas ainda tenho aqui, viva, a lembrança da camisa do flamengo que peguei embalada no pinheiro (de verdade), arrumado para o natal, na sala da casa, então nova.  ou da fita de toy story, no que creio ser o primeiro natal depois de mamãe morrer (e que ainda tenho, guardada).  e de quando o pinheiro, já transplantado para o jardim, morreu por conta dos besouros que deram em seu tronco. e de ir pra casa das tias em laranjeiras para ver o papai noel que uma delas contratava para alegrar o natal da vila em que moravam (ou ainda mora uma delas). do último natal com vó olga, cansada, deitadinha. e eu tentando ler a ordem da fênix, porque eu achava desesperadamente que ela precisava saber o que acontecia naquelas mais de 700 páginas. e dos almoços com vó léa, quando ela vinha pra ilha, e agor...

postagem de fim de ano é sempre brega, até logo! (sobre 2013, 2014 e ainda 2012)

tirando um ou outro momento na vida (afinal, nao se pode ser feliz 24hr/7d), os dias tem sido azuis turquesa e ensolarados, quentes feito o verão que finalmente parece ter chegado para ficar no hemisfério sul. no fim das contas 2013 prometeu e foi melhor que 2012, em muitíssimas coisas e no fim das contas mesmo (para repetir a expressão), a vida também nao mudou muita coisa. um dia para o fim do ano e eu penso em carmina burana. que cena dramática quando saí antes do bis, descendo as escadas de mármore do Municipal, que ridículo. das manhãs em que acordei e nao quis levantar da cama, acho que ficaram mais raras. se bem que... nao tenho guardado memória do que me ocorre. ou guardo, mas tudo parece morto feat. enterrado sob séculos de novos acontecimentos. quando foi mesmo que Beyoncé lançou seu disco novo, han? e também tem todo esse medo das coisas, medos bobos às vezes, medos que se se concretizam, mudam tudo. mas ainda nao mudaram, nem tudo está perdido, se quebrar, quebrou, pa...

ainda falta pro fim do ano?

impressionado como o tempo passa rápido, parecia ontem e eu reclamava que 2012 nao acabava, hoje eu vejo os outros reclamarem que 2013 nao acaba. nao tenho nenhum desespero sobre 2013 acabar logo ou parecer nao acabar, nenhuma preocupaçao quanto a isso. certeza só de que as coisas todas se banalizaram, essa cidade se banalizou, as relaçoes se banalizaram. outro dia era junho e julho e eu ficava descamisado e entao abriram meu zíper e eu nao preciso contar mais nada né. mas é isso aí, de estar em junho e sentir um calorzinho, suar, e ficar sem camisa e progressivamente com menos roupa e nao ser tao traumático quanto poderia ser. 2013 passou e eu aparentemente nao sofri calado, sofri, sim, mas sei lá nao pareceu tao ruim. agora é mais um ano, mais coisas banalizadas, o tempo passa tao rápido, o tempo voa, pensando bem 2013 foi um ano bem de merda, né? tirando os bons momentos que foram alguns memoráveis mas já parecem enterrados sob sete palmos de terra, parecem até que foram antes d...

muro das lamentações versão 2.012 UPDATED!!!!

dia 31 de dezembro é sempre meio que uma data limite. é tipo o dia em que até os descrentes da vida se dão a liberdade de ter algumas crendices bem simplórias e babacas, como ter o quarto arrumado ou a casa limpa (eu mesmo pretendo arrumar meu quarto antes de sair de casa). e dia 31 também é meio que a data-limite para o que surgiu na minha cabeça em meados de novembro: escrever um texto de retrospectiva. mas fica claramente óbvio que eu não conseguiria escrever tudo que me aconteceu, tudo que sucedeu num ano, ou mesmo que eu lembrasse (ou quisesse). hoje o dia tá lindo, céu azul e claro. o ano foi basicamente isso. mas, bom, não que eu não tenha tido um ano realmente bom, porque ele não foi. todas as críticas que podem ser despejadas a partir da leitura desse texto são claramente dispensáveis (eu mesmo já li críticas agorinha mesmo de que as pessoas tavam reclamando demais de 2012), mas não estou aqui me abstendo de dizer que tive really good times. conheci pessoas extraordinári...

status de vida

da série de perguntas que me fazem parar e pensar, mesmo que rapidamente: como anda sua vida amorosa? certamente que o conjunto de temas que fazem minha vida anda um cu, e certamente que não tenho feito muita coisa para mudar, e, novamente, certamente que já tive momentos piores, psicologicamente e emocionalmente falando. não que a vida não tenha mudado; ela não mudou mesmo: same problems, same feelings, same mistakes . ou seja: um cu. minha vida é um cu, isso é fato. fatão. outro dia me peguei pensando sobre escrever um texto de final de ano. um texto que contenha assunções de coisas do ano, que aconteceram. o que me aconteceu. o que progredi. bem, se progredi, né. vamos acompanhar, porque esse não é (ainda) o texto de final de ano. ainda temos mais 15 dias para pensar. mas agora voltando a pergunta que não quer calar, e que talvez me faça dar uma prévia, a glimpse , do que pretende ser o texto de final de ano. whatever , que seja. mas a minha reposta foi "não estou saindo co...