the first nöel
e chega o momento do primeiro natal sozinho. o silêncio da casa. não foi como eu imaginava. é como um dia qualquer, um dia outro qualquer. se pudesse, aboliria o natal, claro.
mas ainda tenho aqui, viva, a lembrança da camisa do flamengo que peguei embalada no pinheiro (de verdade), arrumado para o natal, na sala da casa, então nova.
ou da fita de toy story, no que creio ser o primeiro natal depois de mamãe morrer (e que ainda tenho, guardada).
e de quando o pinheiro, já transplantado para o jardim, morreu por conta dos besouros que deram em seu tronco. e de ir pra casa das tias em laranjeiras para ver o papai noel que uma delas contratava para alegrar o natal da vila em que moravam (ou ainda mora uma delas).
do último natal com vó olga, cansada, deitadinha. e eu tentando ler a ordem da fênix, porque eu achava desesperadamente que ela precisava saber o que acontecia naquelas mais de 700 páginas.
e dos almoços com vó léa, quando ela vinha pra ilha, e agora que vamos, eu e minha irmã, até niterói para almoçar com ela e tia nininha (sempre retornando com um envelopinho com uma notinha e um desejo de feliz natal).
e hoje, finalmente hoje, fiquei em casa, só, sozinho, ouvindo minhas músicas, aproveitando o natal como um outro dia qualquer.
Comentários
Postar um comentário