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Mostrando postagens com o rótulo romance

coisas ditas quando bêbado

sento para escrever levemente bêbado. é bom me sentir bêbado e não frito. bêbado eu sinto mais, sinto tesão, meu pau fica excitado em vários momentos, eu me lembro de quando bêbado eu disse que te amava quando você me comia, eu por cima de ti, cavalgando em teu colo, teu pau dentro de mim. do alto de meus 28 anos eu me pergunto se sentirei isso de novo; não o prazer de sentar em alguém, isso acho que consegui sentir de novo, mas o de sentar alguém e dizer que o ama ao mesmo tempo; o de estarmos ao contrário, eu te penetrando, no sofá, você de costas para mim, eu gozo dentro de ti. puxo-te para um abraço e me pergunto se sentirei isso de novo.

quantas camisinhas fazem um gozo

fechei a porta de meu quarto para que as gatas do lado de fora ficassem. ele acendeu um beq, abriu a lata de cerveja. permaneci vestido com o macacão jeans pela metade, tirei o anel de prata do dedo indicador de minha mão esquerda e o pousei na escrivaninha. tropecei em meus sapatos, me deitei na cama. dei um trago, dois, três.  algum momento depois estávamos chapados. bebemos uma lata, duas, a terceira. abri a garrafa de baden baden que ganhei junto da gravata azul de padrinho para o casamento. o mundo não precisa de sentido nessas horas. os lábios dele eram macios, a língua mal vinha para fora. rimos. abri a gaveta da mesa de cabeceira, tirei seis pacotes de camisinha, joguei-os sobre a cama. ele abriu o primeiro pacote, e tentou desenrolar a camisinha pelo lado avesso. então ele me comeu uma, duas, três vezes, quatro, cinco, até o sexto pacote estar rasgado e a última camisinha utilizada no chão. ejaculamos só na terceira vez. o dia transando feito dois coelhos, per...

tristeza e a melancolia

354 mil sílabas se perdem no caminho entre o céu da boca e o nariz, enchendo todo o vazio da minha cavidade oral com palavras não ditas. sigo querendo tentando não podendo recitar nem meio poema, suspensos no ar estão meus desejos e também tudo aquilo que podemos ser. (existe futuro ainda?) acordei pensando em ti, como se resolvesse só buscar saídas novas para velhos problemas. que diferença faz se eu falasse? tudo se repetiu de novo, me vi de novo dilacerado, destroçado; você, de novo, nem coragem teve, só colocou a cara no grindr, dentre outras coisas mais. (era tudo para me atingir?) vago pelos dias como se nem me mexesse, vez ou outra abro uma cerveja, uma garrafa de vinho. rio com amigos, beijos noutros lábios. eu amo dar selinhos, mas que falta faz, ah! eu daria mais beijinhos do que há peixes no mar... e ainda assim, de que me adiantaria? a expectativa do conflito, do confronto, a surdez, a falta de percepção do outro ali, eu me ausentando cada vez mais de mim p...

verdade grande mais (para aguentar)

tu dici che non mi troverai mai, m a vuoi davvero incontrarmi se amassi di me anche l'oscurità io, io proverei a mostrarmi se amassi di me anche l'oscurità foram duas semanas de resignação, como já sabendo o que aquilo significara. aquilo: uma saraivada de respostas agressivas, "o mundo contra mim", a ligação encerrada abruptamente. dali eu sabia que não sairia mais nada de bom, mas eu esperava menos que de novo a desonestidade. como pode isso?  hoje se esvaía de mim o resquício da alegria extrema de sábado, aquela loucura. uma tristeza - com razão, ainda por cima - se apoderou de mim, e decepcionado, resignado, segui para casa, passando por sobre o mar como se quisesse que a brisa carregasse as memórias tristes. em dois dias num liquificador, passando todas as etapas do luto (novamente). raiva, vontade de xingar, tristeza, choro. saudades. resignação. esperança. vai tudo passar, de novo.

às vezes quando eu chego em casa

naquele papel, eu ia pro pinel chego em casa e ligo algum aparelho. preciso do som. encho a casa de som. baixo as calças e sento no vaso sanitário. sempre fiz xixi sentado. quase nunca em pé. ouço também o barulho da urina ao encontrar a água parada do vaso. vou a cozinha e frito uma comida qualquer, cozinho um macarrão instantâneo. mastigo tudo com pressa, ouço os barulhos. as gatas são como eu sou: silenciosas. tentamos os três preencher o vazio dos silêncios entre nós. falhamos em excesso. nos olhamos, em momentos distintos, num silêncio pesado que recai sobre nossos olhos. temos os olhares tristes por isso. mas de todos os silêncios que venho carregando, esse último parece ser um dos mais importantes.

registros de um relacionamento conturbado (sobre relacionar-se com meninos brancos mimados)

eu queria escrever a história desde o início, porque minha memória vem falhando cada vez mais. me pego pensando e perdendo os detalhes. eu era tão apaixonado, como que encantado, sob um encantamento complexo e forte demais ao qual não resisti e não pude resistir. às vezes me pego ainda sob esse efeito. recomeçando: queria escrever a história desde o início, mas não só o que foi o meu ponto de vista: a relativização demais dos fatos tornaria a isso tudo uma incongruência sem tamanho. eu não falaria, então, do meu ponto de vista, nem de como me senti, mas sim de como me comportei, do que vi, do que li, do que ouvi. de modo geral, toda vez que nos encontramos, me vejo ouvindo a história ser reescrita. refalada, como se o que tivesse acontecido não tive acontecido, em lugar disso aconteceu o que você me fala 2 anos depois. quando em julho eu perguntei "você quer namorar comigo", essa pergunta ocorreu um mês após eu ser insistentemente perguntado quando eu te pediria em namo...

vem chegando o verão

desci as escadas sem saber o que estava fazendo. escorado no poste enquanto aguardava um ônibus, o sol das dez horas da manhã me castigava, e eu não tinha pleno controle do que estava fazendo. ali entreguei de bandeja todos os pontos e deixei claro: eu não consigo fazer isso, essa influência é nefasta para mim. de dentro do ônibus a mistura de suor e lágrimas escorria pelo meu rosto, meu corpo. um homem gordo e espaçoso se sentou ao meu lado, e isso, o calor, as lágrimas, me levaram a pensar que o mundo estava insuportável e eu precisava descer. quanta pressão de uma vez só. toquei a sineta e desci. pedi um uber. o sol já das onze horas torna tudo mais ingrato ainda. ali talvez eu não estivesse plenamente consciente do que fazia naquele momento. o ar condicionado dentro do uber não ajudou a diminuir o ritmo, tampouco, segui naquele ritmo frenético. "eu vou avisar a polícia", de que? de que do outro lado da linha estava outra pessoa completamente arrasada e destro...

mar revolto, posêidon agitado

o seu orgulho em falar que terminou comigo, mas não quer reconhecer a desonestidade toda que cometeu comigo, desonestidade & infidelidade, para além de todas as agressões & abusos & humilhações que fui submetido. a relação dominação-submissão que ultrapassou a fronteira do leito, e permeou toda a nossa coexistência pacífica enquanto eu pude manter essa posição subalterna. no fim a relação ocorreu por minha causa, eu me empenhei, e terminou também pelo mesmo motivo, ou não terminou, permanece aqui latente esse desejo de reconciliação e também de restabelecer a relação dominação-submissão para então, sim, aí, sim, terminar e ter o troféu de quem terminou com quem. a disputa de quem magoa mais quem, de quem proporciona o maior ressentimento, nessa disputa eu entrei atrasado, até então hors concours, até então, com uma entrada triunfal, chegando de rasteira, caindo de sua órbita em desgraça direto em você na velocidade da luz, quando eu so queria sentar sobre a sua car...

floating in outer space

dizem que quando os gatos te olham, com aquele olhar profundo de gato, e piscam, lentamente piscam, querem comunicar o amor profundo que sentem pela pessoa objeto de seus tão intensos olhares. no sofá, tentei emular o olhar que recebo de minhas duas gatas. um olhar profundo e profundamente cheio de amor, devoto até as pálpebras fecharem. eu sorrio. envergonhado. seguro lágrimas que querem sair, mas o sorriso não pude deixar escapar. naquele momento me teletransporto para marte, talvez nos teletransporto para marte, aquela terra fria e empoeirada, vazia de gente e emoções. um marte em gêmeos, arguto, mas onde não haveria mais briga. fecho os olhos, viro o rosto para a tv, de forma a esconder o sorriso que se formou. o tempo que se cria nessa viagem pelo espaço sideral talvez seja o tempo que devemos permanecer distantes, um paralelo entre espaço e tempo sacramentando o espaço-tempo em que o próximo evento ocorrerá, em marte (em gêmeos na casa 2) ou vênus (em aquário na casa...

pixelado amor

faz frio: no rio de janeiro, 20ºC significa muito frio. agora deve estar 17ºC e eu me deito cedo. deito e me cubro, após fechar as cortinas, apagar as luzes. me cubro com lençol, faz frio. fecho os olhos, eu poderia chorar. vi um pornô qualquer, dois três; tropical latinoamérica, ouço aquele álbum que tu colocaste noutro dia que transamos no teu quarto. uma transa romântica? sim, uma guinada definitiva naquele dia do que poderíamos ter sido somente.  transamos romanticamente com teus pais no quarto ao lado, a noite la fora silenciosa naquele pedaço entre icaraí e santa rosa. fazia frio como num outono temperado. agora faz frio como num outono temperado. me cubro e me esparramo na cama de casal, sozinho.  eu queria ligar, queria ouvir e falar. queria, tambem, chorar do nada, mas nao consigo; deito as 18h na esperança de que o tempo passe e eu permaneça aqui sem fome, sem vontade, sem nada. essa vontade de chorar aleatória que aflige 3% da populaçao carioca me agarr...

i thought the metropolis was full of neon lights pt. 11 (final)

a porta aberta deixa entrar luz suficiente para vislumbrar os corpos nus sobre o colchão. eu falo "não penso que estou disponível emocionalmente para isso agora". eu repito "acho que estou semi indisponível para qualquer coisa como essa que você me fala".  dos seus lábios saíram as palavras "eu gosto de você", com um ar doído, sofrido, como que se as palavras relutassem em serem sopradas garganta afora e ganhar o mundo . ganhar materialidade. elas pesaram no ar que preenchia o espaço entre nós, e desabaram logo sobre o colchão. desabaram sobre o gozo que ali secava. desabaram sobre você, meio de costas pra mim. falando de costas pra mim. eu lhe olho, como foi que você disse antes? eu não lembro. as pessoas parecem ter o poder de me prender; talvez minha resposta seja esse olhar, penetrante, atencioso. esse olhar trágico sanpaku que me acompanha desde a primeira tragédia a que me acostumei, antes de todas as outras que viriam eu não já não ...

Q&A: por que, caio?

por que, caio? por que? posso inventar +1 motivo pra disfarçar; baby, baby, baby: vamos ser sinceros  a cena repete noutro canto da metrópole, mas ainda às 9h da manhã eu estou sentado no colo de alguém. olho para o alto e tapo os olhos, arrasto a mão pelos cabelos, como que pensando, mas naquela hora só penso em como estou novamente viciado em enroscar os pés & ficar abraçado, sentido o suor, a camisa suada, o cheiro de suor leve. o corpo quente, as meias sujas que sobrepostas mostram um contraste do que a cena realmente é. eu, ali, por cima, sem camisa; você, por baixo, com camisa. eu, cheio de pudor, você, despudorado. eu poderia seguir: caça-caçador, contido-voraz, despretensioso-_________; o que, mesmo? essa última, é o que mesmo? ali, além do suor escorrendo pela febre que passava ou pelo calor do momento, eu via o suor escorrer pela tentativa de compreender o que era aquilo, e agora nem eu mesmo sei o que foi aquilo, o que é aquilo, o que será. ri, ri des...

das desculpas esfarrapadas e de como farejo o futuro que nos aguarda

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[ ouço o piano elétrico tocar no meio da balbúrdia de instrumentos] eu devia ter escrito isso há um ano atrás, ou quase um ano atrás. há um ano atrás, exatamente, eu estava de férias na bahia, tal qual minha vó Olga em algum ano da década de 50 ou 60. diferente da minha vó Olga, eu não levei nenhum caderninho para fazer de diário de viagem... mas fato é que eu devia ter escrito há quase um ano atrás, devia ter-lhe dito já desde o início, relatar esse início errado e torto que eu produzi; que eu causei, impus, tracei como meta, como destino e que logo quis reordenar e mudar, por capricho meu, capricho do kleber - kleber, aquele safado & cretino galanteador barato que me faz cometer algumas loucurinhas e levar essa vida em frente. pois que eu na mesma hora recobrei os sentidos e naquela caminhada no corredor aberto, frio, de paralelepípedos e muros recobertos por plantas, tentei: cê tá chateado? desculpa. o que mais me doeu, que mais me roeu foi a porrada na boca do e...

the metropolis is actually a village

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bird watches as metropolis fades i could smell the sea breeze over your cigarette smoking. now two days after the encounter, i feel exquisite, as if i'm missing something. i am confused again, why is it? oh, why.  i didn't avoid your gaze, or i tried my best not to do so. i must be sincere to the point and say that i wasn't attracted to you that day, nor may be again, but still the strangeness persists. why is it? oh, why. i recall that other day, you set your eyes on me and i was only melting like ice cream; but this time, no, i have to say that: no! i could see you were trying, but i didn't melt. i was more of a pretty frozen ice cream right out from the fridge. now the metropolis reaches its farthest and suddenly contracts, shrinks before my bare hands: the metropolis will not turn bigger, it will not become the equatorial megalopolis.  the metropolis is illusion, only a village.

i thought the metropolis was full of neon lights pt. 10

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boys, boys, boys i lie in the couch, the tv is on. that entertains me, actually. but i'm anxious. i can't get over that. something pops up and suddenly i am overwhelmed by that feeling (it's not a good friend, though i've known it for some years now). you pop up in the screen and my heart jumps. my heart knows how to behave in these situations. i need to recap what i am, again and again. would you be my fucking boyfriend ? i would never be someone's boyfriend. i am forever trapped between "i'm sorry, i don't want a relatioship" (as if i had ever proposed something) and the "oh, leave me alone, i wanted you to be my boyfriend" (as if i hadn't said that i'm not into formal relationships). how to get away with this? i have this urge to run and call you, immediately refuted. control your mind, discipline it. how can this be? i can't stand this.

eu pensava que a metrópole tinha luzes néon pt. 9

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view from the hospital window da janela, enxergo o mar de prédios que se tornou icaraí. não enxergo o mar. enxergo uma catedral, algo grandioso. Tem uma cúpula, ou duas, e eu imagino a abóbada - como será por dentro? Toda cúpula tem sua abóbada? uma cúpula e uma torre, na verdade. os sinos que ouço vem do outro lado. sento no sofá e tenho o cuidado de não entornar a bebida. o que é? vinho, vodka? eu preferia cerveja. não me recordo se você bebia cerveja, acho que sim. agora me vem a memória aquele dia, você aos meus pés com uma lata de cerveja. você bebe cerveja. (mas não gosta tanto). eu olho para você. estamos sentados, no sofá da casa de minha vó, eu e você. ou você me olha profundamente ou sorri sem graça. ou com graça? isso é algo que nunca saberei. i wish i had elizabeth taylor 's eyes levanto de novo, isso é tudo uma baboseira. a pizza está fria. por que comprei pizza? eu nem como isso. o telefone está ali, iluminado. visualizo-o. visualizei. visuali...

i thought the metropolis was full off neon lights pt. 8

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last time, i had an intention that I didn't carry on. I tried, though. is it true, or am I lying to myself? I tried for less than 24 hours. the city had a vibrant color, I could see all those vivid, brilliant spots, all the agreeable sounds around me - your eyes sparkling, your laugh resounding. the rain, its sound. i cannot say who was laughing more: you or me, or those girls inside that car. that was what you said... silly boy, angry boy: who is who but then, again, what is this all about... is it some joke? some play? i was about to send "okay, sorry again for being boring or persistent, or just intruding myself", but then again: no. who am i pretending to deceive?  maybe until next time you send me something... will it happen again?

i thought the metropolis was full of neon lights pt. 7

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who's gonna care for your bleeding soul , i repeat that. i keep repeating. i wander around the city: the neighborhoods seem so boring. i am boring. as i walk, i spot you. but it's not you. or is it? i flush immediatelly. my cheeks are red. i walk fast. the city can't help me. my phone is a recipient of flop dates. did they really become dates? or only try-dates? i am failure. i am nothing. the city can't help me. my gods are gone. the city can't help me, it's all grey now...

I thought the metropolis was full of neon lights pt. 6

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the metropolis remains and stands tall after the rain. as i cross the streets, the buildings remind me of how dumb I am, how pathetic. again, butterflies leave their chrysaliums and agitate my stomach. I am sick, again. I haven't felt like this in a while. I search a doctor,  I must undergo a surgery, these butterflies, they are killing me - the doctor must take them out. kill them. smash them against the walls  (so their beautiful colors will be seen by all). for now, i just suffer, in silence.

I thought the metropolis was full of neon lights pt. 5

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the sky changed its humour as did the pace of us. the atmosphere suddenly became gray,  I couldn't help being unable to hide my deception. I took some candy in the hope that would help me someway. self-portrait "i wish i was catwoman". niteroi, 2016. then, the rain was pouring down almost heavily - I tried my best to weep but no tear would come down. I can't cry, that is something worth to write in the "truth's notebook". "what are your aspirations in life?", this mean question, unanswerable question. I can't aspire to anything,  I mustn't. to me, it's all denied, all a big denial, a pay in advance but you won't have what you want. the metropolis has let me down, again, and I directed myself and my prayers to the gods, so they may hear me and maybe grant me what I need to overcome those obstacles that lay ahead. now, I must lie in my bed, the bed I made myself, on my own, while somewhere else luck is try...