quantas camisinhas fazem um gozo

fechei a porta de meu quarto para que as gatas do lado de fora ficassem. ele acendeu um beq, abriu a lata de cerveja. permaneci vestido com o macacão jeans pela metade, tirei o anel de prata do dedo indicador de minha mão esquerda e o pousei na escrivaninha. tropecei em meus sapatos, me deitei na cama. dei um trago, dois, três. 

algum momento depois estávamos chapados. bebemos uma lata, duas, a terceira. abri a garrafa de baden baden que ganhei junto da gravata azul de padrinho para o casamento. o mundo não precisa de sentido nessas horas. os lábios dele eram macios, a língua mal vinha para fora. rimos.

abri a gaveta da mesa de cabeceira, tirei seis pacotes de camisinha, joguei-os sobre a cama. ele abriu o primeiro pacote, e tentou desenrolar a camisinha pelo lado avesso.

então ele me comeu uma, duas, três vezes, quatro, cinco, até o sexto pacote estar rasgado e a última camisinha utilizada no chão. ejaculamos só na terceira vez. o dia transando feito dois coelhos, permeados por momentos enlaçados, cervejas bebidas da garrafa, tragadas num cigarrinho. a fumaça empesteando-nos e o quarto.

eu quis mais, queria mais. ele adormeceu, o pau excitado, a postos. deixei-o ali, na cama, feito um adolescente, o corpo púbere despelado, o bigode mal crescido que deixava estampada a idade recém-adquirida. 

deixei-o ali, mas eu queria aquele pau de novo. talvez, por isso, as seis vezes no decorrer do mesmo dia, no passar de 12 horas entre a manhã e a noite, chapados, com fome, bêbados. talvez por ter visto, sentido a possibilidade de uma boa transa (mesmo depois, ainda que depois). rimos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

despindo a fantasia de tecnoburocrata

pluvious metropolis

arrastado pelos acontecimentos da semana