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Mostrando postagens com o rótulo diário do Tom

querido tom 67

querido tom, quanto tempo, não é mesmo? e em que furada eu fui me meter! como da última vez, acabei de ler o provérbio árabe "se a palavra é prata, o silêncio é ouro" e isso me acabou trazendo uma calma. verdade? mentira? a tentativa não tem eficácia - é isso mesmo? continuo aqui na mesma tentativa: a história cíclica, o assombro, aquele fantasma... mas tu, como bom ouvinte, já sabes toda essa baboseira de que me refiro. será que dessa vez terei um final diferente? o medo é tão grande.  ao fim disso, dessa comunicação, é, novamente, mais do mesmo e nada novo sob o sol do rio de janeiro: como tu me conheces, permaneço aquele mesmo que te escreveu da primeira vez quando arrancava os sisos e perdia o juízo - imaturo, emocionalmente; vazio, afetivamente. há espaço para mudar?

querido tom 66

querido tom, já faz tempo desde a última vez; quantas vezes já comecei assim? cada pessoa é cada pessoa e cada tempo é um tempo, e cada coisa tem seu tempo, mas no fim das contas, é mesmo a história cíclica? ela se repete? às vezes eu tenho a impressão de reconhecer cada pessoa em outra, cada situação, cada palavra, cada ação... tenho medo, mas tento não me constranger. ao fim e ao cabo, acabo na merda. mas como dizem os árabes: se a palavra é de ouro, o silêncio é de prata! que venha mais uma semana... resigno-me aqui à insignificância dos nossos tempos...

querido tom 65

tom, dois dias pro deadline e nao mexi um pauzinho. a vida é difícil, preferia esfregar chãos. mentira, preferia ser casado com alguém rico e então ser dono-de-casa e esfregar chãos. a playlist alterna entre alguma música em árabe  e brooklyn baby, que a lana del rey colocou na web. antes era kylie minogue. ainda lembro de quando eu te disse que nao queria nunca gostar de kylie, tempos passados. agora eu só queria fazer um tcc. mas a vida nao deixa.

querido tom 64

rio, dia do trabalhador / 2014 querido tom, o mundo é muito injusto. lia, agora mesmo, um livro. me identifiquei com a escrita. um dia quem sabe nao publico qualquer bosta? o mundo é dos medíocres. nao há mais nada; o mundo me parece uma tela em que vejo claramente o que acontece. por enquanto. ou pelo menos.

diário #

comprei um caderno novo mas nao sei como começá-lo; pior, nao sei como terminar o velho. são ciclos que se encerram? a música da mariah carey soa muito como anos 1990 e dá uma vibe meio amor perdido aqui. como encontro? nao sei, também. é o sentimento: estou ok mas é só isso. como encontro o amor ou qualquer coisa parecida? como faço planos (planos pra vida, que nao envolvam amor tecnicamente)? como me vejo daqui a alguns anos? como como comocmocmocmocmocmocmcomcomcomcocmocmc nem sei escrever. qm sabe quando eu descobrir isso, dou um jeito por aqui.

nada disso faz sentido, olha só

eu já lhe disse que queria andar com um gravador, como ando sempre com meu caderninho? by the way, comprei um caderninho novo, com capa dourada. maior, também. quantos anos será que caberão nele? queria fazer uma promessa de que escreverei nele com frequencia, mas parece muito longe da possibilidade, isso. nem aqui tenho sido frequente (ou tenho mas falta relevância). no fim das contas tudo soa irrelevante. desde baixar a minha calça e a do outro a deixar cair esperma na cama ou até mesmo a notar, ou imaginar (as pessoas me diriam que é tudo fruto da minha cabeça - mas o que não é) a irritação em ver minha cabeça deitada no torso do outro e outras mãos acariciando meus cabelos. no fim das contas eu só fico brincando, de aba em aba, de conversa em conversa, e cavo, cavo fundo, cavo fundo o meu futuro de não ter nada, de ser nada para ninguém, de ser nada para todo mundo. no fundo eu não quero pensar nessas coisas, no fundo eu só queria poder ser normal, mas esse último parágrafo nao...

querido tom 63 (areia no sapato)

querido tom, areia no sapato incomoda demais. vc nem imagina. tem praias de areia aí na escócia? eu só sei que areia no sapato incomoda muito, muito mesmo. nao sei exatamente o que tem acontecido, se passado, com o mundo, comigo. ontem mesmo eu tinha uma pontinha de esperança porque parecia que eu tinha opções. hoje já sinto como se nao tivesse nada. como se fosse só um babaca idiota perdido no mundo. gritando. enrolando a lingua. mas fodase. a memória que fica é que areia no sapato incomoda muito. muito mesmo.

querido tom 62

querido tom: faz muito tempo desde a última vez. de nós. nós dois, ou nós três. eu e vc, eu e ele. mas cá estamos novamente. tenho tido medo nos últimos tempos. me entende? talvez não, a maioria das pessoas não entende. não que eu não tenha medo daquelas coisas todas, do futuro, do porvir, do que serei daqui a duas semanas. mas tenho medo, ultimamente, e de novo, dele. como explicar: medo dele. simples, você sabe do que falo. não preciso de mais nada. medo do que fazer amanhã, de como me portar, do que falar. medo do que se passa do outro lado, por trás daqueles olhinhos. dos olhinhos quando reviram, quando fazem careta. sei lá. já lhe disse que não tenho sentido mágica ultimamente? a magia sumiu? sumiu deste mundo para melhor. tenho medo disso também. hoje eu cheguei e havia névoa já. fazia frio, mas em casa calor. não tenho vontade de sair de casa. we're all afraid of the Fog. people get lost in the Fog. as estrelas estão meio apagadas? ou só aqui que anda iluminado d...

correio-coruja

achei que tivesse respondido antes, mas talvez tenha me embolado e enviado o correio-coruja errado. estamos desencontrados ou é tudo erro de percepção minha? as pessoas dizem tanta coisa, sobre tantos assuntos, que me perdi no fio da meada. posso parecer sem jeito e mesmo sem delicadeza, mas às vezes concordo com elas e às vezes discordo veementemente.  o silêncio é sempre minha escolha preferida, mas não significa muita coisa. não posso escolher nada. você me disse que tem raiva às vezes, e eu nunca consigo fazer meu ponto. to comendo um biscoito de morango, só pra você saber. não tenha raiva. prefiro, de verdade, a opção que temos algo, mas que é isso que paira e só isso, enfim. nada mais que isso, que já é grande demais, se é que você me entende. questão de opção, questão de escolha. se você não se importa, é isso.

diário babaca

Quinta-feira. Chuvoso. Hoje o dia nao foi pior que Terça-feira, graças a deus. Muita gente babaca a minha volta? Tive uns bons momentos. Podia parar de chover e de ter gente babaca a volta. Podia ter uma vida diferente mas nao ta fácil para ninguém Sexta-feira começou chuvosa.

querido tom 61 (como escrever um p.s.)

p.s. sei também que isso aqui virou um lixo. não que já não fosse antes. mas o que realmente deslanchou como um diário do tom, exatamente quando eu arrancava os sisos, acabou virando um muro de lamentos e murmúrios, curtos, curtíssimos. pouca vida comentada, pouca vida compartilhada. deu vontade de escrever um diário como antigamente, com textos longos e títulos sem sentido. será que consigo?? qualquer coisa vou lavar o banheiro e arrumar meu quarto. será que consigo??

querido tom 60

querido tom, tough, tough cookie. essa semana está sendo hard, tipo, mega hard. tudo começa de novo pelas ligações: telefônicas, corporais, sentimentais, quiçá todos os tipos de ligações possíveis. é tanta coisa que tava até pensando em anotar tudo o que devo/preciso fazer. só para organizar. diz-se que escrever é mais forte que pensar, então seria uma forma de trazer essas obrigações /desejos /deveres mais para a realidade que apenas o mundo dos sonhos. ou falar. mas palavras ditas vão ao vento. palavras escritas, ao lixo, no máximo. ou à picotadeira, risos. hoje acordei atrasado, vejam bem, e ainda fiz tudo no tempo certo. tô me esforçando, mas aquilo não era o que eu queria. tem 85 abas abertas aqui no navegador agora e eu não sei o que eu faço, além de tentar estudar para a prova de amanha. ou escrever a resenha que era para o dia 20 e mudou para o dia 27; mas nesse caso, preciso dos textos fotocopiados. ou mesmo sentar e ler e desengavetar aquele projeto de artigo. posso dar...

querido tom 59

querido tom o dia se arrastou num relógio marcando eternamente 17:34. estou de pijamas ainda. não sei o que fazer, falam "o que seu coração mandar" mas essa bosta não funciona e só mostra um caminho: o caminho para a merda. comi panquecas na esperança de mudar essa sensação entre os pulmões, mas não tive certeza da eficiência e fui dormir. dormi o dia inteiro, mesmo acordado. fiquei de pijama. já percebeu que podemos adaptar qualquer música de amor para a depressão? rsrsrsrs e seguimos assim fazendo tudo errado de novo.

Querido Tom 58

(querido tom,) do ser e do não ser, do crer e do desacreditar, hoje eu tomei café com leite e orei, faziam tempos isso nessas manhãs esquisitas. de esquina em esquina de parada em parada a gente busca a boa sorte que parece se esconder, fugir pelos bueiros da cidade partida da cabeça partida da mente perdida.

Querido Tom 57 (sexta-feira 13 fora de hora)

Querido Tom, a sexta-feira foi 13, mas punk mesmo foi a madrugada de sábado 14 para domingo 15: eu poderia dar nomes aos fantasmas e laranjas que resolveram aparecer, mas olha, seria chato. não que seria exatamente chato, mas é que não costumo dar nome aos burros por aqui mesmo. e isso, assim, gente, cês quererm matar do coração um pobre velhinho BRINQUES, mas olha, fica chato assim né, esse tal de lembrar das coisas, pelo menos algumas, apesar de constrangedoras, são engraçadas e comemoram aniversário de um ano exatamente (ou mais de uma delas, e confesso que de engraçado só um dos aniversários foi). enfim que não tenho entendido muito do mundo ultimamente mas é melhor assim mesmo, certo? é tanta abstração que estou abstraindo tudo. na verdade, to deixando passar mesmo, os pensamentos passam em porrilhões, em montões feito estrelas que não se pode contar no seu cuja luz viaja numa velocidade que quando se pisca tudo está iluminado. ou antes de piscar mesmo, e se você piscar perd...

Querido Tom 56 (guelricho serve)

rio, 05 de junho de 2012 querido tom, o que se faz quando tudo vem à tona como quando emergindo depois de mergulhar? respiro? ou engulo água e me afogo aos pouquinhos? preferia não ter entrado na piscina, ou então ter comido guelricho e... sei lá, mergulhar num lago qualquer e então só sair de lá quando conhecesse cada canto cada pedra cada alga cada peixe. é como aquela música da kylie minogue que repete feito um mantra eu repito os dias as lembranças feito um mantra, mas existe mantra negativo? porque isso não me faz bem certamente, é meio que um mantra espiral negativa descendente. guelricho me serve, ou um par de asas.

Querido Tom 55 (disco love)

querido tom, lembro bem daquele dia que te disse que nunca gostaria de kylie minogue, mas desculpa, acho que hoje eu sou cada vez mais você do que eu, será que dá para entender? é algo como uma fusão de egos, sei lá como se diz, como se explica. só sei que agora é como se o tom não existisse porque ele foi absorvido pelo caio, vale isso? amanheceu o dia e eu lembro dos sonhos na noite, os sonhos que me fizeram acordar e então retornar a eles como se não não tivesse parado, será que sonhei com acordar no meio da madrugada? queria saber interpretar sonhar com o batman e festas malucas e também com inundações quando se está numa espécie de platô ou chapada, e então não morrer afogado naquele turbilhão dagua que se transformou numa cachoeira enquanto carregado pelo batman. aparentemente não faz sentido, só a parte da repetição de se abaixar e pegar moedas, todas as noites. e ainda teve aquele sonho que se resumia a só pegar moedas na lapa, eterna repetição. vamos acompanhar e esper...

Querido Tom 54 (caligraphy)

Imagem
querido tom, foda-se.

Querido Tom 53 (diário retomado)

rio, 21 de março de 2012 querido tom, fazem 7 anos que vó olga morreu, ela completaria 91 sexta-feira que passou. me livrei do meu fb por enquanto, aleluia. queria te dizer tanto, mas estou engasgado. sinto sua falta, apenas: isso parece o melhor para lhe dizer hoje. sinto sua falta.

Querido Tom 52 (diário de um idiota)

Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2012. Querido Tom, hoje é sábado de carnaval, e eu apenas pensei em coisas esquisitas. Quando saí de casa, havia uma grande comoção na frente do cemitério: achei triste demais alguém morrer num sábado de carnaval, mas acontece. O mais engraçado de tudo era que mal sabia eu que meu sábado seria tão fúnebre quanto aquele enterro, apenas metaforicamente. No aguardo de notícias.