nada disso faz sentido, olha só

eu já lhe disse que queria andar com um gravador, como ando sempre com meu caderninho? by the way, comprei um caderninho novo, com capa dourada. maior, também. quantos anos será que caberão nele? queria fazer uma promessa de que escreverei nele com frequencia, mas parece muito longe da possibilidade, isso.

nem aqui tenho sido frequente (ou tenho mas falta relevância). no fim das contas tudo soa irrelevante. desde baixar a minha calça e a do outro a deixar cair esperma na cama ou até mesmo a notar, ou imaginar (as pessoas me diriam que é tudo fruto da minha cabeça - mas o que não é) a irritação em ver minha cabeça deitada no torso do outro e outras mãos acariciando meus cabelos.

no fim das contas eu só fico brincando, de aba em aba, de conversa em conversa, e cavo, cavo fundo, cavo fundo o meu futuro de não ter nada, de ser nada para ninguém, de ser nada para todo mundo. no fundo eu não quero pensar nessas coisas, no fundo eu só queria poder ser normal, mas esse último parágrafo nao faz o menor sentido.

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