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Mostrando postagens com o rótulo the nice books by bad critics club

livre foi miss Simone

em tempos de sandras bland e claudias silva ferreira assassinadas pelo Estado, ou de fabianes maria de jesus, acusadas e julgadas pela fúria popular, nesse fim de semana de lembrança pelas mulheres negras latino-americanas e caribenhas, é um sopro ver Nina Simone (o doc. what happened miss Simone), realeza quase-africana, mulher de porte e fibra, colocar: ser livre é não ter medo (tudo que eu já imaginava, repetia comigo mesmo desde 2008).

sobre "morte súbita/ the casual vacancy"

tinha muito tempo que eu nao lia nada com tanta vontade e afinco, muito tempo mesmo. agora mesmo não sei o que me causa essa ardência nos olhos: se a sinusite, se a luz da luminária que estava tão próxima da minha cara ou o desfecho trágico e triste da história. às vezes, dá tanto medo e tristeza de imaginar quantas krystals terris robbies weedons estão por aí pelo mundo. às vezes dá medo... deixa pra lá. uma coisa é que isso aqui tá tão parado. reflexo da minha vida? provavelmente e principalmente. nao tem nada relevante. li por alto um artigo numa tal de " we hate mag " magazine sobre homossexualide, heterossexualidade e espartanos. acho que outro dia rolou de eu conhecer um espartano. não sei por que. daí que nao tem nada de relevante e nao tenho sido sincero também. nao tenho sido sincero comigo. não sei o que escrever e escrevo baboseiras. mas o final da história me deixou meio esquisito e precisava escrever aqui. é. só precisava escrever aqui.

entendendo virginia woolf

hoje parece tudo normal, já. sem preocupações além das normais da banalidade da vida por essas bandas e por esses cantos e também da minha inutilidade mórbida que parece me consumir. a diferença é que consigo lidar com esses pensamentos hoje, mas em outros dias, tudo parece grande demais. parece me engolir. como naquele dia em que me olhei no espelho e me detestei tanto, mas tanto, que queria não me olhar no espelho nunca mais e acabei por fazer a barba e no fim das contas, numa viagem de ônibus qualquer, que passava pela ruela lateral da igreja de são cristovão eu tive a certeza de que naquele dia eu tive, sim, vontade de, sei lá, (fim) (cortar a barba) mas me decidi só por cortar a barba que era o que mais me irritava naquele momento, era o que me deixava, ao mesmo, o que eu queria ser e o que eu queria não-ser, essa dicotomia que me persegue a vida inteira e que, sei lá, num momento parece absurda mas noutra parece perfeitamente normal e factível e, nessa hora, a gente entende v...

he's just not that into you

daí que eu queria escrever em inglês mas nao sei mais se quero ainda. tava aqui pensando na vida e como esses filmes clichês são zzzzOINC, clichês, né. uma macumbinha na vida nao cai nada mal, imagina só. mas o filme era "antes da meia-noite" (fiquei chateado porque em momento algum eles olham o relógio ou mencionam as horas, então que diabos o título é esse? depois que escurece fica tudo a mesma cara, o filme parecia que acabava, sei lá, 23hrs mas podiam ser 2 da madrugada também, né) e tratava de um casal maluco que se conheceu anos antes, se separou, se juntou e tava lá, lindo e feliz na grécia. até aí, ok. mas dá pra ver que tem uma tensão louca né. tipo, eles passam uns momentos lá brigando, a mulher com as peita de fora, o homem desce as calças, ela diz "nao te amo mais" e sai, eles conversam blablablá o homem conquista a mulher de volta e FIM (acaba assim mesmo, sem graça). o que eu queria dizer com isso tudo é que dá muita vontade de ter um bad romance...

chiclete clichê

aquelas musiquinhas bobas para adolescentes que grudam feito chiclete na cabeça e cheia daquelas frases-clichê mas que são a verdade verdadeira do mundo. (já repararam que clichê e chiclete combinam?? just saying... ) a frase de abertura é igual à do final, e bobinha no início, carrega toda a verdade no final, parece até uma sentença. to aqui pensando no que a gente faz de certo, faz de errado. o que a gente faz. ou deixa de fazer. saudades de algumas coisas, de muitas coisas. vontade de poder falar com todos.

comer: seus problemas estão resolvidos

ontem eu fiquei relendo isso aqui e me achei um gênio, antes tivesse mandado publicar né, rsssss. mas o que importa mesmo é que não fiquei tão incomodado com o que está escrito, e também percebi que o problema vem todo antes, quiçá vem desde sempre? é meio por aí. a gente se pega de repente pensando em tudo e na vida, e no nada, e percebe que tudo é um grande novelo de lã embolado. os acontecimentos se sucedem como numa música da clarice falcão e eu termino sempre comendo alguma coisa. talvez a solução de todos os problemas seja mesmo comer. a gente termina sempre com a esperança de que amanhã seja melhor que ontem e hoje e decide algumas coisas meio estúpidas que podem dar errado e sabendo que necessariamente tudo amanhã será basicamente igual a hoje.

cantigas de domingo

"à merda com seus mandamentos" eu deveria ter dito, mas eram mandamentos mesmo?? ontem eu vi um filme e cantei s'essa rua s'essa rua fosse minha eu mandava, eu mandava ladrilhar com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes só pr'o meu, só pr'o meu amor passar nessa rua, nessa rua tem um bosque que se chama, que se chama solidão dentro dele, dentro dele mora um anjo que roubou, que roubou meu coração s'eu roubei, s'eu roubei seu coração foi porquê, só porque te quero bem tu roubaste, tu roubaste o meu também s'eu roubei, s'eu roubei teu coração e então eu cantei isso junto com uma senhorinha bem grandona, grega, com aqueles dentes gregos bem característicos, mas filha de turco (eles são parecidos ao menos??) e ela chorava e me veio um nó na garganta, mas não chorei, e também veio quando vi aquela outra senhorinha contando de quando sonhou com o anjo mas eu não sei, essa era a senhorinha de verdade, quando contaram da segunda vez e...

a commotion

everything is alright in the end; if it's not right, it's not the end lhes juro que fiquei meio puto com o filme, hotel marigold. digo, ele é bacana, daora, o que mais de legal tem. mas encasquetei com essa frase, e também com toda a ideia do filme sobre velhice: momento em que não se quer de jeito algum chegar à velhice, a perder capacidades, a ser mais alguma coisa perdida... mas então se já não sou isso. se já penso que agora não tá certo, não tá tudo bem, que agora não é o fim. sempre buscando a luz no fim do túnel.
marisa monte música para corações fracos que se fingem de forte marca registrada

Recife Frio.

Eu peguei o ônibus errado, talvez de propósito, para saber o quê a vida me aprontava, e tive que saltar no Passeio Público. Sempre quis visitar o Passeio. Mas essa não era a hora. Tinha acabado de sair do Estação Botafogo, e acabado de assistir a "Eu matei minha mãe". Xavier Dolan é fantástico; tive raiva, gostei, me apaixonei, quis bater nele, enfim, uma sucessão de vontades durante o filme. Ri um pouco também. Enfim, no Odeon estava em cartaz a última sessão do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, algo do tipo Curta Cinema, e era justamente a sessão dos vencedores da mostra brasileira de curtas. Não tenho muita tecnicidade para julgar os curtas, mas achei-os ruins, sem-graça, desinteressante. A pior coisa é ser desintessante. Um deles era desinteressante até meados da projeção. Era monótono também, a filmagem era parada; filmava-se uma rua e um posto de gasolina, enquanto vozes faziam-se ouvidas. A repetição de determinada parte da filmagem, e conseq...

No meio das alfaces.

"(...) era a inclinação a correr, a meditar em longos passeios solitários, pulando portões, pisando na lama, para através da névoa, do sonho, do êxtase da solidão ver os volteios da tarambola (...) onde tudo já estava feito; torres altas, sinos solenes (...) O que tinha para opor a essas realizações masculinas? (...) ela o viu - de que outro modo poderia descrevê-lo? - matar uma mosca. (...) Mas ele falava; mas ele olhava; mas ele ria; ele arrancou as asas de uma mosca. (...) Mas é necessário que seja assim, pensando nas igrejas, nos parlamentos, nos blocos de apartamentos, e assim tentou dobrar suas asas nas costas, depois de as ter completamente abaixadas. (...) se sentiu na infeliz situação de uma pessoa nua que, indo a procura de refúgio nalgum jardim sombreado, de lá é expulsa e lhe é dito - não, não há santuários, nem borboletas, neste mundo, e esta civilização, igrejas, parlamentos e apartamentos - esta civilização (...) depende de mim, e mrs Bromley disse depois que L...

O Cortiço – Aluízio de Azevedo

AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço . 4ª Ed. São Paulo: Moderna, 1890. p.1 –183. E viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e braços nus, para dançar. A lua destoldara-se nesse momento, envolvendo-a na sua coma de prata, a cujo refulgir os meneios da mestiça melhor se acentuavam, cheios de uma graça irresistível, simples, primitiva, feita toda de pecado, toda de paraíso, com muito de serpente e muito de mulher. Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca se encontra fundo. Depois, como se voltasse à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca para...

I found myself in wonderland.

- Você acha que estou maluco? - Eu acho que sim. Você está pirado! Mas vou lhe contar um segredo: as melhores pessoas são assim. * * * Posso ser conceited , mas eu me acho meio-Alice. E adoro escrever palavras hifenadas.

Et cetera,

Música: Tico-tico no fubá, de Zequinha de Abreu, pela inconfundível Leci Brandão. Odeon, de Ernesto Nazareth, por Nara Leão. Filme: As bicicletas de Belleville, nos próximos minutos. Rei Leão 3, na quinta-feira.

Ponto e vírgula;

Li "Preciosa" (o nome do livro não é esse, eu acho, mas não vem ao caso). Em algumas poucas horas. Não consegui parar.

Valiosa; Inestimável; Magnifíca.

Claireece Precious Jones. Hei de esclarecer já aqui, no início, que ela, Precious, já era forte candidata a me conquistar. Tenho uma leve queda por heroínas parecidas com Precious. Que são oprimidas em todos os aspectos. Ou apanham da mãe, do pai, até mesmo de pessoas na rua. Ou estupradas pelo pai, engravidando duas vezes. Expulsas da escola. À Precious ocorre tudo isso, e mais um pouco talvez. O filme, como eu já havia lido, seria pesado. Fui preparado. Talvez preparado demais. Não era assim tão pesado. Ou será uma daquelas cenas de fantasia de Precious após desmaiar ao ser atingida por algum objeto jogado por sua mãe? Certamente que essas cenas são fabulosas, contrabalançando a pequenez e a maldade da ação expressa na cena imediatamente anterior. As atuações são impecáveis, pelo menos ao meu ver. Mas é uma estória de superação. Tal como "A Cor Púrpura", também sobre a dificuldade da vida de uma mulher negra. A diferença, porém, reside, além d...

"."

"Como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu?" Ainda lembro do que passou, parece mesmo que foi ontem. Mas não foi. A minha covardia me assusta toda vez que penso nela. Nunca sei como ultrapassá-la. Deve ser por isso que amo tanto "Gita", ou seja lá como se escreve. Eu sou o tudo e o nada. E, principalmente, eu sou o medo de amar. O medo do fraco. Porque esse versos são sinônimos. é fraco aquele que tem medo de amar. Incrível a minha capacidade de me apaixonar, pelo menos é assim que chamo; ou não sei mesmo o que é isso. Posso não falar pra meu objeto, mas ele sempre sabe, taçvez mais que eu. Basta um olhar, e estou perdido, um bandido com "CULPADO" escrito, assim mesmo, com maiúsculas, na testa. No peito. Nas costas. A única certeza que tenho é que esses alguéns não foram meus, ou não são meus, ou sei lá. Alguns realmente estão no passado remoto, outros, muito recente. Algumas horas atrás. Certamente, a única certeza é que os alg...

Bethânia

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Férias. Essa é a palavra que sonho faz já um tempinho. Precisamente, três semanas, insanas. Todos os dias logado, fazendo trabalho, lendo textos. Dezoito eram eles. Só os da prova oral; correção: prova de leitura, segundo a Lissandra. Dá no mesmo. Havia também os textos para o trabalho de geopolítica, o trabalho do utópico abbé de Saint-Pierre. E o trabalho de política, que me fez ler sobre fascistas, os loucos fascistas. Sem necessidade; a já mencionada Lissandra fez o trabalho sozinha. É, esqueci o diabo do seminário. Esse tipo de trabalho, em grupo muito grande, sempre causa problema. Gente que não responde e-mail (mas está no orkut), gente que está na Colômbia, e faz textos sem nexo. Gente que surge do nada e inventa estórias que os pais morreram, os avós morreram, o cão morreu... (esse não sou eu, apesar das semelhanças). Passei o ano-novo sozinho; não dia 31. O primeiro dia mesmo. Tava quase deprimido. O título. Bethânia. A Maria Bethânia, apesar de minha aversão a artigo...
Eu desisto. Há um maluco querendo ler os 'clássicos', e eu querendo largá-los. Chega de Platão, Sócrates (que finge ser humilde), Aristóteles, Rousseau, Maquiavel, Hobbes, Locke, Tocqueville, Kant, John Stuart Mill, Marx... alguns dos que me são falados durante as aulas. Eu desisto deles. Não sobra tempo nenhum para minhas leituras 'supérfluas', tais quais meu livro "Contos de Amor do Século XIX" (ainda não terminado), "Contos Completos" - Virginia Woolf, Amanhecer (tá aqui em casa faz tempos!)... tem também dois da Jane Austen e "Madame Bovary", e mais um trilhão de livros que eu tenho vontade de comprar (ah sim) e ler. Mas Falta tempo. Meu dia deveria ter no mínimo 28 horas. Na verdade, é bem suficiente. Não sei se é só comigo esse problema, mas tá faltando tempo. Acho que abocanhei coisas demais para fazer esse semestre. Mas coisas boas também ocorrem. Só sei que final de semana eu quero é fazer nada. Fico estressadíssimo só de pesar ...

Fabuloso.

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Ontem (ou já era hoje?), antes de dormir, tive uma brilhante idéia para um post. Mas já estava com muito sono, e, ao acordar, não lembrava mais a brilhante idéia; somente que tive uma idéia. Decidi então escrever sobre qualquer coisa. Eis então que surge uma nova brilhante idéia: por que não falar de algo que não sai da minha mente nos últimos meses? Foi aí que decidi falar de Amélie. Bem que dizia na contra-capa do DVD: " Ela vai mudar sua vida ". Não tinha levado muito à sério. Mas enganei-me. O filme é fabuloso em todos os aspectos; encantei-me até mesmo pela música (é Rudy, ela foi composta para o filme). La Valse d'Amélie é simplesmente... bem, não consigo encontrar palavras para descrevê-la: I'm speechless. Procurando no youtube, achei então um valioso medley das músicas do filme, tocado ao piano. Desde então, escuto-o todos os dias. E tenho sempre o mesmo sentimento: algo inexplicável; a música toca fundo na alma (se é que pode-se chamar assim), deixando...