entendendo virginia woolf

hoje parece tudo normal, já. sem preocupações além das normais da banalidade da vida por essas bandas e por esses cantos e também da minha inutilidade mórbida que parece me consumir. a diferença é que consigo lidar com esses pensamentos hoje, mas em outros dias, tudo parece grande demais. parece me engolir.

como naquele dia em que me olhei no espelho e me detestei tanto, mas tanto, que queria não me olhar no espelho nunca mais e acabei por fazer a barba e no fim das contas, numa viagem de ônibus qualquer, que passava pela ruela lateral da igreja de são cristovão eu tive a certeza de que naquele dia eu tive, sim, vontade de, sei lá, (fim) (cortar a barba)

mas me decidi só por cortar a barba que era o que mais me irritava naquele momento, era o que me deixava, ao mesmo, o que eu queria ser e o que eu queria não-ser, essa dicotomia que me persegue a vida inteira e que, sei lá, num momento parece absurda mas noutra parece perfeitamente normal e factível e, nessa hora, a gente entende virginia woolf.

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