Eu desisto. Há um maluco querendo ler os 'clássicos', e eu querendo largá-los. Chega de Platão, Sócrates (que finge ser humilde), Aristóteles, Rousseau, Maquiavel, Hobbes, Locke, Tocqueville, Kant, John Stuart Mill, Marx... alguns dos que me são falados durante as aulas. Eu desisto deles. Não sobra tempo nenhum para minhas leituras 'supérfluas', tais quais meu livro "Contos de Amor do Século XIX" (ainda não terminado), "Contos Completos" - Virginia Woolf, Amanhecer (tá aqui em casa faz tempos!)... tem também dois da Jane Austen e "Madame Bovary", e mais um trilhão de livros que eu tenho vontade de comprar (ah sim) e ler. Mas Falta tempo.

Meu dia deveria ter no mínimo 28 horas. Na verdade, é bem suficiente. Não sei se é só comigo esse problema, mas tá faltando tempo. Acho que abocanhei coisas demais para fazer esse semestre. Mas coisas boas também ocorrem. Só sei que final de semana eu quero é fazer nada. Fico estressadíssimo só de pesar em ficar em casa com nada por fazer. Eu deveria estudar. Mas falta o desespero da prova, que nem na semana passada: prova de geopolítica diz 02 de outubro, e eu estudando na quinta, dormindo em cima dos papéis, que contavam idéias mirabolantes sobre um tal de Heartland, que seria a região principal do mundo, e que se localiza na Sibéria?! Esse caras (Mackinder, Ratzel, Spyman e - o terrível, segundo alguns - Houshofer).

Sei que é bem clichê, mas que se f***: Eu quero férias!. Também quero um pudim de leite bem assado, como o que eu comi semana passada no brunch dos Diretores e Decanso da UFRJ, no sala anexa ao salão de Reunião do CONSUNI. Taí umas das coisas boas de estagiar por lá. E também comer no Couve-Flor, de vez em quando.

E queria poder escrever mais; mas não posso. E eu me arrependo disso, arrependo-me do que faço, que me leva a não fazer coisas. Maior besteira falar 'não se arrependa do que faz, só do que não fizer'. Pra tudo não feito, há algo feito. E eu me arrependo de um bocado delas.

Agora, eu tenho um projeto insano de escutar mil músicas, o que talvez nem aconteça. Talvez eu não termine, desista no meio. Mas posso dizer que já conheço mais do que conhecia em termos de música popular, ou seja, não erudita. Também gostaria de ir a balés, concertos e outras coisas mais, mas não dá. E olha que a oferta aqui no Rio é boa, e não tão cara.

Queria ter ido ao Festival do Rio, que termina essa semana. Não fui. Queria ter visto o novo do Almodóvar, "Abraços Partidos". Queria ter visto Audrey Tatou em "Coco avant Chanel". Vou ter que esperar sair no cinema, coisa lá pra Novembro, um passo.

Queria falar que eu fui testemunha do turismo sexual no Rio, mas já tem muito tempo que isso aconteceu. Também da insanidade de idosos, que saem para fazer compras sozinhos, carregam mais peso que devem, andam com os cartões RioCard fora da validade, vão em pé ao lado da motorista e, ao sair do ônibus, veem (essa reformaaa!) suas sacolas arrebentarem-se. Dá pena, mas falta bom-senso.

Last, but not least, está havendo um gatocídio aqui na Freguesia. É uma segunda rodada. Como se sabe, meu gato Melado, foi vítima. Outro dia, Letícia, minha priminha de 4 anos, chorou de saudades do bichano. Coitada. Já faz um ano, talvez. O tempo passa tão rápido, e nem percebemos.

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Eu quero mandar um beijo pra Xuxa e pra Sasha, e pra todo mundo que tá assistindo ao Xuxa Park.

Comentários

  1. 'Aiewwww... Caio meu heroi cult por natureza! Também adoro a Xuxa! Goxtozo!!!'

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    Seu populista safado.

    hahahahaha...

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  2. hahahahaha. por que o popilista safado?

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