Valiosa; Inestimável; Magnifíca.
Claireece Precious Jones.
Hei de esclarecer já aqui, no início, que ela, Precious, já era forte candidata a me conquistar. Tenho uma leve queda por heroínas parecidas com Precious. Que são oprimidas em todos os aspectos. Ou apanham da mãe, do pai, até mesmo de pessoas na rua. Ou estupradas pelo pai, engravidando duas vezes. Expulsas da escola. À Precious ocorre tudo isso, e mais um pouco talvez.
O filme, como eu já havia lido, seria pesado. Fui preparado. Talvez preparado demais. Não era assim tão pesado. Ou será uma daquelas cenas de fantasia de Precious após desmaiar ao ser atingida por algum objeto jogado por sua mãe? Certamente que essas cenas são fabulosas, contrabalançando a pequenez e a maldade da ação expressa na cena imediatamente anterior.
As atuações são impecáveis, pelo menos ao meu ver. Mas é uma estória de superação. Tal como "A Cor Púrpura", também sobre a dificuldade da vida de uma mulher negra. A diferença, porém, reside, além da época, na circunstância. Precious é obesa, e segundo sua própria mãe, feia, desengonçada, e que mesmo estudando, não vai a lugar algum. Celie também é considerada feia por seu marido, é estuprada pelo 'pai'... e ambas tem sua vida mudada, com ajuda de alguém.
Celie descobre o amor em Shug Avery, que a ajuda a descobrir uma profissão, a enfrentar o marido. Precious, por outro lado, é ajudada por uma professora. Apesar de todas as suas adversidades, inclusive ser soropositiva, Precious segue em frente, basicamente porque descobre que é amada, por suas colegas, por sua professora, e seus filhos.
Bom, contei parte do filme. Realmente, há parte pra se chorar (quase chorei em duas cenas, eu acho). Mas há também as magníficas cenas das fantasias de Precious, e uma outra em que tive um pequeno acesso de risos no cinema. Não fui o único, mas quem mais se prolongou rindo.
Anyway, #todomundodeviaverprecious.
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