chegando ao nada

eu sinceramente nao sei como funciona essa mágica: num momento estou acabado, destruído, confuso. os pensamentos vem aos zilhões e passam feito nuvens, ligeiras, anunciando chuva ou, quem sabe, um sol de rachar. então vem o momento mais calmo, tudo em perfeita harmonia, uma ponta de esperança crescente no peito.

juro que não sei. esses dias estão esquisitos. sempre estiveram? outro momento me perguntaram se eu não estava me sentindo assim com muita frequencia. eu juro que nao sei. acho que to meio cansado de nao saber.

a terapia essa semana foi pesada, como na outra. a menina nao me perguntou, novamente, ao final da sessão, como eu me sentia depois de tudo aquilo. nao que ela não soubesse, talvez. detesto a sensação e a tensão que se instauram quando ela me encara e eu nao sei o que fazer. os olhos ficam cheio d'águas, mas ainda nao foi dessa vez.

a gente parece estar chegando perto de algo, ou melhor: do nada.

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