quotidiano
não tem mais nada a narrar dessa vida que acontece, a não ser que contemos a rotina: acorda, levanta, anda até o banheiro, senta à mesa da cozinha. mastiga, mastiga, bebe. deita mais um pouco, liga a tv. levanta, anda até o banheiro, entra no box, liga o chuveiro. pega a toalha, seca, seca, anda até o quarto. coloca uma roupa qualquer, senta à mesa da cozinha, mastiga, mastiga, bebe. escova os dentes, sai de casa, anda até o ponto, faz sinal, espera um hora, grita "próximo", dá o dinheiro, atravessa, anda, anda, passa na roleta, pega o elevador e senta. olha a janela, da internet e da rua.
acho que paro por aqui porque é muito sofrimento escrever o fim do dia, essa lenga-lenga, essa repetição, esse mal-trato em que me enfio todos os dias. tem dias que não troco uns beijinho, tem meses que nao gosto de ninguém, nao me apaixono, essa miserê emocional, essa tristeza, essa falta de vontade que vem a mim e faz aqui o vosso reino.
bang, e amanhã tem mais do mesmo.
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