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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

larararará

hoje eu acordei tarde como de costume, o que é detestável. na verdade, não sei  o que é mais detestável, se sou eu ou se é acordar. preferia dormir a vida toda feito bela adormecida, ok não sou obrigado queridos. (minha vida, minha vida, minha vida, minha vida larilá lalá in the sunshine) dizer o que está na mente faz diferença?? não, acho que não, eu não faço diferença nesse mundo, pelo menos não nesse mundo online , queria ter força de vontade suficiente para desconectar foreva . (e tudo vai dar certo, tudo vai dar certo - deixe queimar deixe queimar deixe queimar eu tive que deixar queimar)

bad do caralho

o sentimento mais puro que eu tenho agora se foi, me bateu uma bad do caralho. é sinceridade eu dizer que n quero nada com vc, mas é sincero tbm dizer que eu tenho essa vontade de saber a quantas anda a vida, como é isso de superação, afinal, foi o mais perto de um relacionamento que cheguei. risos, como eu sou egoísta. e tímido. enfim, a minha teoria é de que tudo n passou de uma grande farsa, a grande farsa de inês pereira, como me deu vontade de ler mestre gil vicente... momentos mais ternos, mais ridos, menos comedidos. uma farsa, bastante engenhosa, n passava mesmo de teatro drama, e eu n estou apaixonado, apesar de qqr um pensar que estou por causa desse texto escroto que escrevo, mas isso é apenas uma forma de extravasar meu egoísmo, meu egocentrismo. e eu n caí na teia da aranha, under the trapdoor , eu n fui enganado?? mas é claro, eu agora só queria saber oq se passa nessas cabecinhas, nessas mentes engenhosas: sou eu um vilão? sou eu um maluco? sim ou claro. sim...

carma, fate, sina, wyrd

É isso aí, estamos aqui mais uma vez: eu e você, e eu não dormi ainda, por que será?? Porque eu fico aqui, na esperança de que aconteça o que não acontecerá, que soe clichê, eu pouco ligo. Agora gente, mas que calor da porra faz nessa cidade, suamos em bica até na madrugada, onde esse mundo vai parar - eu aqui me pergunto como anda, como vai você, se continua catando conchas, ou se pelo menos resolveu mudar de praia, tomar novos ares, é sempre bom. Espero sinceramente que tenha esquecido; eu, por outro lado, não esqueci, aquilo que aconteceu semana passada, mês passado, ano passado. Eu nunca esqueço, nunca vou esquecer, quiçá. É meu mal, meu bem, não vou e vou sofrer por isso, assim a vida segue. O leite ferveu por demais, daí ficou aquela nata fervida boiando, e como eu detesto isso; queria mesmo era poder tomar um copo bem cheio de mineirinho, aquele refrigerante meia-boca que eu adoro, e que me lembra a casa das tias em laranjeiras: é sempre uma tristeza chegar lá e reparar...

só mais um adendo afinal ngm é de ferro

e só que eu esqueci que ia comentar da merda do filme da dama de ferro porque né, privatizações e velhice combinam bem, vou ali comprar leite ENFIM eu tava lá dibowie de boa, fiz meu itinerário sozinho, como combinado com outras pessoas, a pé, quase fui assaltado por pivetes, peguei medo deles, vcs deveriam saber, acheo que vcs deveriam saber. mas a vdd é que eu ia falar que entrei no cinema, era aquele mesma coisa de sempre; enfrentei uma filazinha, normal, tava lá dibowie ainda, e então rumei para a livraria, será que sou previsível d+?? enfim, rodei a livraria e ele tava lá, para variar, ou n, pq n o tinha visto das últimas vezes, acho que tava de férias. acho tbm que o nome é luciano, vamos chamá-lo de lú, pq assim que os amgs da loja o chamam, fodam-se as convenções sociais, vai que o lu tá lendo essa merda aqui né, vai que. então que sei lá, acho que nada mudou, eu vou lá novamente comprar alguma coisa, rumar pro caixa e ser atendido por outra pessoa, comprar um pipoca quem...

fodam-se suas tretas seus tratantes

foda-se essa merda, foda-se tudo, porque tudo que eu faço de menos é foder; a vida dos outros, a minha, alguém; eu queria era me teletransportar para as ilhas malvinas e acampar naqueles descampados, ouvir o canto dos pássaros, fazer oferendas, acender incensos e catar conchas. eu cansei desse mundo, das pessoas, um mundo de um eterno carnaval, um eterno baile de máscaras, em que todos sempre se arrumam antes de saírem de casa para tentar, eu disse tentar, enganar os outros. queria ver seus rostos sem maquiagem, pele e osso puros, carne e músculos. mas não me leve a mal, porque eu provavelmente n falo de vcs, meus queridos, guardem suas ironias, poucas sejam elas, para momentos mais oportunos, guardem suas raivas incontroladas e inexplicáveis contra mim para momentos em que eu esteja menos fragilizado, porque assim eu aguento melhor; eu queria, eu queria, eu queria. uma fada madrinha. um mago amigo. um mundo novo. eu adoro repetir que nem tudo que falo é verdade, mas nesse...

crônica de um sábado de carnaval fantasiado de pierrô

E hoje eu me senti absurdamente sozinho: aquele momento em que se faz um trajeto combinado com pessoas, só que sozinho. Estive no ponto de partida, sozinho; comi, sozinho; andei até o ponto de chegada, sozinho. Daí que eu resolvi sair do cronograma e fui ao cinema, sozinho, claro. E então tudo me pareceu mais como o carnaval passado? Não, mas muitas coisas estavam lá, intactas, parecia que nem o tempo tinha passado. Eu ainda sinto essa solidão, essa merda. Meu ouvido (ainda se chama assim?) dói, eu queria ter comida, queria poder sair, mas eu praticamente chorei vendo "A dama de ferro", um verdadeiro ensaio sobre a solidão e a velhice? Além, é claro, de contar parte da vida de uma estadista. Enfim, eu queria sumir, virar pó. 

Querido Tom 52 (diário de um idiota)

Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2012. Querido Tom, hoje é sábado de carnaval, e eu apenas pensei em coisas esquisitas. Quando saí de casa, havia uma grande comoção na frente do cemitério: achei triste demais alguém morrer num sábado de carnaval, mas acontece. O mais engraçado de tudo era que mal sabia eu que meu sábado seria tão fúnebre quanto aquele enterro, apenas metaforicamente. No aguardo de notícias.

satisfação.

Você está lá sentado, fumando um cigarro. Eu não sei o que fazer; acho que se desenvolve um complô, uma ameaça, eu corro perigo? Agora levantamos. Eu te pergunto algo, você grunhe. Eu não entendo, mas isso é normal: não entendo metade do que as pessoas me dizem. Problema? Meu, é claro. Finjo que aceito tudo, finjo que gosto de tudo, finjo ser agradável: até quando vão achar que finjo tudo? Finjo que não vejo que as pessoas fingem gostar de mim; elas me aturam. Os comentários, maldosos, mesmo que disfarçados em elogios; as fotografias, com sorrisos amarelados pelo tempo; eu e você, não existe. Qual é o nome dessa maldição, para que eu procure seu contra-feitiço na biblioteca? Algumas coisas não valem muito: palavras vão ao vento, feito folhas, feitas para acabar. E eu me satisfaço com essa vida de verdades, e mentiras, e fantasias, em que tudo recomeça e acaba, e amanhã já não me recordarei desses pensamentos nefastos. Enquanto você sopra palavras feito a fumaça de seu ...

motor da vida

Eu não consigo dormir; já passa da meia-noite, já é sexta-feira, a greve dos policiais militares, bombeiros e afins já está em pleno funcionamento, e eu não durmo. Em vez disso, eu levanto e me dirijo à cozinha: pego um pão e passo manteiga. Tenho oito anos novamente. Estou realmente fadado a viver pensando no passado? Da aurora da minha vida, da minha infância querida? Não, não pretendo, certamente; it just feels... awkward . Demasiadamente. Em excesso. Mas é bastante bom recordar, me lembrar de quando levantava no meio da noite e bebia o copo d'água da minha vó, e então deitava em sua cama, ou mesmo pedia que me fizesse um pão. E as lembranças me fazem continuar.

pequenez universal

E eu me peguei pensando, e pensando, se as formigas sentem dor; aquela pequenitude, aquela pequenez de vida. Sentiriam dores, seria uma maldade sem tamanho machucar uma formiga e assisti-la estrebuchar até a morte, ou o silêncio pós-vida? E não somos nós pequenos diante das coisas do mundo e do universo.