satisfação.

Você está lá sentado, fumando um cigarro. Eu não sei o que fazer; acho que se desenvolve um complô, uma ameaça, eu corro perigo?

Agora levantamos. Eu te pergunto algo, você grunhe. Eu não entendo, mas isso é normal: não entendo metade do que as pessoas me dizem. Problema? Meu, é claro.

Finjo que aceito tudo, finjo que gosto de tudo, finjo ser agradável: até quando vão achar que finjo tudo? Finjo que não vejo que as pessoas fingem gostar de mim; elas me aturam.

Os comentários, maldosos, mesmo que disfarçados em elogios; as fotografias, com sorrisos amarelados pelo tempo; eu e você, não existe. Qual é o nome dessa maldição, para que eu procure seu contra-feitiço na biblioteca? Algumas coisas não valem muito: palavras vão ao vento, feito folhas, feitas para acabar.

E eu me satisfaço com essa vida de verdades, e mentiras, e fantasias, em que tudo recomeça e acaba, e amanhã já não me recordarei desses pensamentos nefastos. Enquanto você sopra palavras feito a fumaça de seu cigarro.

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