crônica de um sábado de carnaval fantasiado de pierrô

E hoje eu me senti absurdamente sozinho: aquele momento em que se faz um trajeto combinado com pessoas, só que sozinho. Estive no ponto de partida, sozinho; comi, sozinho; andei até o ponto de chegada, sozinho. Daí que eu resolvi sair do cronograma e fui ao cinema, sozinho, claro.

E então tudo me pareceu mais como o carnaval passado? Não, mas muitas coisas estavam lá, intactas, parecia que nem o tempo tinha passado.

Eu ainda sinto essa solidão, essa merda. Meu ouvido (ainda se chama assim?) dói, eu queria ter comida, queria poder sair, mas eu praticamente chorei vendo "A dama de ferro", um verdadeiro ensaio sobre a solidão e a velhice? Além, é claro, de contar parte da vida de uma estadista.

Enfim, eu queria sumir, virar pó. 

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