fodam-se suas tretas seus tratantes

foda-se essa merda, foda-se tudo, porque tudo que eu faço de menos é foder; a vida dos outros, a minha, alguém; eu queria era me teletransportar para as ilhas malvinas e acampar naqueles descampados, ouvir o canto dos pássaros, fazer oferendas, acender incensos e catar conchas.

eu cansei desse mundo, das pessoas, um mundo de um eterno carnaval, um eterno baile de máscaras, em que todos sempre se arrumam antes de saírem de casa para tentar, eu disse tentar, enganar os outros. queria ver seus rostos sem maquiagem, pele e osso puros, carne e músculos.

mas não me leve a mal, porque eu provavelmente n falo de vcs, meus queridos, guardem suas ironias, poucas sejam elas, para momentos mais oportunos, guardem suas raivas incontroladas e inexplicáveis contra mim para momentos em que eu esteja menos fragilizado, porque assim eu aguento melhor; eu queria, eu queria, eu queria. uma fada madrinha. um mago amigo. um mundo novo.

eu adoro repetir que nem tudo que falo é verdade, mas nesse caso a regra se aplica normalmente, e o que eu escrevo n faz sentido, eu n faço sentido, queria visitar um cemitério e n chorar, mas as pessoas n sabem da missa e de mim a metade, e me julgam a torto e a esquerdo, elas são grossas desnecessariamente, infantis, pueris, quisera eu ser uma marmota e entender bulhufas, afinal, todos temos sentimentos, eu n quero magoar os sentimentos de outrem.

n que eu seja maduro, minimamente somos todos iguais, até mesmo as crianças; crianças são mais maduras que eu nesse ponto da vida: penso em terminar os dias costurando roupas, deve ser mais interessante?? 

dai que vou repetir que vi dama de ferro, e foda-se novamente oq dizem sobre atuações ou sobre a cenografia e o caralho a quatro, o filme é estupendo, sensacional mesmo; uma ode à velhice e a solidão e à perda de capacidades: n quero isso pra mim. e toda vez que morre alguém da família, eu me pego pensando se estou mais liberto, mesmo que um pouco, e tbm entristecido; tem gente que diz que já viu gente da família morrer, eu tenho medo: n consigo olhar o caixão. eu sempre penso nas pessoas mais velhas da família como mais felizes por viverem esse mundo sem internet, em que as praias da baía de guanabara eram limpas.

a velhice é triste, mas me acostumei desde cedo, a morte é triste, e a gente se pega pensando nas pessoas, vendo aquelas fotos felizes, e como n nos lembramos mais nitidamente de como eram aqueles tempos.

é isso, eu queria que os tempos fossem mais nítidos para enxergar com clareza através das máscaras sorridentes de hoje em dia.

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