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Mostrando postagens de agosto, 2013

falta mucho corazón

nao quero lavar o cabelo. o horóscopo sempre mente. to me sentindo muito, muito babaca. mas nao no sentido estrito da palavra, se é que esse existe. num banquinho de frente pro mar e as pessoas ao longe as palavras se enrolam se perdem mas os braços apontam. dizem que apontar é feio; eu só fico "aijesus o que faço, o que faço! nao aguento mais". to ficando meio mal agora. ou meio mau. a diferença nao parece tão grande. nao sei como as coisas chegaram a esse ponto e como que peguei esse rumo, mas às vezes faz falta. num momento você tá lá dibowie com todos e, então, de repente, não mais que de repente, é isso que acontece: um banquinho, a cabeça deitada na mochila. o céu tava estrelado? nao me recordo, mas nem faz diferença.

querido tom 63 (areia no sapato)

querido tom, areia no sapato incomoda demais. vc nem imagina. tem praias de areia aí na escócia? eu só sei que areia no sapato incomoda muito, muito mesmo. nao sei exatamente o que tem acontecido, se passado, com o mundo, comigo. ontem mesmo eu tinha uma pontinha de esperança porque parecia que eu tinha opções. hoje já sinto como se nao tivesse nada. como se fosse só um babaca idiota perdido no mundo. gritando. enrolando a lingua. mas fodase. a memória que fica é que areia no sapato incomoda muito. muito mesmo.

chegando ao nada

eu sinceramente nao sei como funciona essa mágica: num momento estou acabado, destruído, confuso. os pensamentos vem aos zilhões e passam feito nuvens, ligeiras, anunciando chuva ou, quem sabe, um sol de rachar. então vem o momento mais calmo, tudo em perfeita harmonia, uma ponta de esperança crescente no peito. juro que não sei. esses dias estão esquisitos. sempre estiveram? outro momento me perguntaram se eu não estava me sentindo assim com muita frequencia. eu juro que nao sei. acho que to meio cansado de nao saber. a terapia essa semana foi pesada, como na outra. a menina nao me perguntou, novamente, ao final da sessão, como eu me sentia depois de tudo aquilo. nao que ela não soubesse, talvez. detesto a sensação e a tensão que se instauram quando ela me encara e eu nao sei o que fazer. os olhos ficam cheio d'águas, mas ainda nao foi dessa vez. a gente parece estar chegando perto de algo, ou melhor: do nada.

sos vida real

a internet me empobreceu. nao só financeiramente (visto tudo que já gastei ou até mesmo deixei de ganhar por conta do que vi e fiquei vendo nessa telinha) mas me empobreceu temporalmente, me prendendo aqui nessa cadeira de rodinhas nessa mesma posição, com o ombro esquerdo dolorido que só eu sei, me impedindo de ver televisão, me impedindo de ler um bom livro, tornando meu vocabulário limitado, mas tão limitado, que eu até nem sei mais escrever. sos

domingos sendo domingos

hoje a percepção já é diferente. nao que eu faça tudo errado, será que era efeito da bebida? queria escrever versinhos mas não sei fazer versinhos. hoje pensei na possibilidade de falar "te amo" mas envolve muita energia. é energia para tudo nessa vida e esse domingo foi tão solitário que eu perdi a noção da vida.

felicidade: fazemos errado

se eu olho a tela do computador, me parece que nao estou aqui nesse quarto, nessa casa. esse armário de madeira poderia ser em qualquer lugar. a questão que se coloca é o que me falaram mais cedo e eu nem lembro exatamente o que era: algo sobre o que é sentir-se feliz, se é nao fazer merdas, nao fazer nada que se deixe sentir-se mal, nao... mas é melhor o original: "se medirmos felicidade segundo o parametro viver bem no sentido de não se estressar, não levar pé na bunda, não nos fodermos, não nos auto-sabotarmos, não fazermos merdinhas tenho a impressão que quanto melhor nos sentimos ou felizes etc, mais a vida fica chata e tem aquele aspecto de "porra, nada acontece" ou sou eu que gosto de ser infeliz" então que eu me dei conta de que se medir por esses parâmetros eu tô é fodido mesmo. não que eu esteja estressado no momento, mas na maioria do tempo; ou que tenha levado algum pé na bunda recentemente (bitch pls, nao to em posição de levar pé na bunda); ou...

o edifício arosa

hoje, no ônibus, eu pensei o quanto da vida eu passava dentro dessas porcarias metálicas perdendo, quase nunca ganhando, a vida que levo por aí e perco noutros momentos em que faço nada além de sobreviver. também pensei noutras coisas que incluíam o calor terrível que fazia, novamente andar de ônibus, ter azar (e muito depois, sorte), desencontros, encontros, essas pequenas coisas do dia. daí eu eu passei por aquela rua e então do outro lado da calçada, mirei o ed. arosa ou era o ed. assunção, nao lembro, o número talvez fosse trinta e alguma coisa, ou mesmo 54 (exatamente assim), mas nao faz diferença alguma. nao foi a única vez que beijei alguém escondido num elevador, mas daí eu lembrei da júlia (veja só) e, também, claro, de você, por que não? lembrei e lembro tanto que às vezes ou sempre me dói ainda esse lembrar. lembrar exatamente como eu estava lembrar exatamente tudo como foi lembrar da fernanda lembrar do bar lembrar do meu perfume do seu lembrar. só lembrar. pelo men...

alright, still, volver.

"a vida nao é férias eternas" a voz me diz pelo telefone, mas nem é nisso que penso, exatamente. penso, exatamente, em como fui me meter nisso, na vida. você vê que continuo aqui ainda dialogando com ninguém, com o nada e, principalmente e mais que tudo, com você. ainda. já faz tanto tempo. mas é meio que um hábito. não sei me livrar de hábitos. é um hábito meu não olhar para o seu lado da mesa, a não ser de vez em quando pra tentar entender ou mesmo surpreender alguma olhada na minha direção; mas nada é o que me é garantido. não que eu me importe muito, não me importo mesmo. no fim das contas, eu só pulo de um lado pro outro, a sensação de que fui pra frente, de ficar pra trás, de nao fazer nada, alright, still . nao faz diferença no fim das contas. um block no facebook nao mata ninguém, dois pés na bunda, menos ainda. queria fazer algo diferente e sentir necessidade de outras coisas, mas ainda nao é tempo.