o edifício arosa

hoje, no ônibus, eu pensei o quanto da vida eu passava dentro dessas porcarias metálicas perdendo, quase nunca ganhando, a vida que levo por aí e perco noutros momentos em que faço nada além de sobreviver.

também pensei noutras coisas que incluíam o calor terrível que fazia, novamente andar de ônibus, ter azar (e muito depois, sorte), desencontros, encontros, essas pequenas coisas do dia.

daí eu eu passei por aquela rua e então do outro lado da calçada, mirei o ed. arosa ou era o ed. assunção, nao lembro, o número talvez fosse trinta e alguma coisa, ou mesmo 54 (exatamente assim), mas nao faz diferença alguma. nao foi a única vez que beijei alguém escondido num elevador, mas daí eu lembrei da júlia (veja só) e, também, claro, de você, por que não? lembrei e lembro tanto que às vezes ou sempre me dói ainda esse lembrar.

lembrar exatamente como eu estava lembrar exatamente tudo como foi lembrar da fernanda lembrar do bar lembrar do meu perfume do seu lembrar. só lembrar.

pelo menos as últimas lembranças nao vieram com sentimentos.

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