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Mostrando postagens de setembro, 2011

o verdadeiro cinturão verde

Eu lembro (como eu detesto começar assim) de ter lido, quando criança (bem, eu já tinha uns 13 anos), de ter lido sobre a primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, Wangari Mathaai. E se eu me recordo bem, eu pensei que eu queria, um dia, ser igual a ela, eu queria tentar mudar o mundo, e talvez conseguir, e quem sabe (crianças, jovens são sempre assim) ser reconhecido por isso. Pois bem que hoje Wangari Mathaais reaparece, uma tristeza; alguém que realmente fazia a diferença nesse mundo, que soe clichê. Ainda quero ser tal como Wangari Mathaai.

sobrevivendo.

- Tudo bem? - é, tô sobrevivendo. Eu sempre me pego pensando em responder isso; na verdade, eu várias vezes respondo isso, ou então mando logo "de mal a pior", "duas palavras: inferno astral (apesar de não estar perto do meu aniversário, e sim, foram mais que duas palavras agora, são vinte palavras - sem contar essas depois do vinte, estou com preguiça). A verdade é que ninguém, eu friso, ninguém, leva a sério. Volto aqui à tecla do as pessoas estão muito individualistas e insensíveis, ou somente é tudo uma impressão minha? Eu queria agora ter a coragem de cortar os pulsos e pular pela janela, causando um estardalhaço tamanho que não se repetiria no comoção de meus amigos e familiares, ou pior, largar essa vida chata e chutar o balde, e comprar passagens para além-mar, para Santa Maria Madalena, para Imperatriz e Teresina (sim, duas cidades criadas e nomeadas em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, ô mulher) e viver na Chapada Diamantina procurando pedras p...

iFCS

saudades de um tempo e um lugar que não acontecerá nunca mais, por mais clichê que possa parecer, e por mais que eu saiba que mesmo que ainda o lugar fosse o mesmo, a situação seria a mesma.

hace tiempo.

*obrigado, eu deveria dizer. Caio disse (18:01): *quer dizer. *não, não queria, mas enfim.

apenas um 'gap'.

Uma coisa que sei é que eu gostaria de poder conseguir chorar. Por mais água que eu beba, um mililitro sequer se transforma em lágrima. Acabaria o Paraíba do Sul. Esse vazio aqui, apenas um gap . Um gap no que eu vejo, no que eu sinto, no que eu penso, no que eu existo. Eu não existo, deve ser isso. Apenas um gap na alma que faz com que eu desapareça, e passe desapercebido. Desapercebido de todos, e por todos, que pouco se importam com o que o outro sente, talvez não por desejo ou indiferença ou insensibilidade, mas porque a vida moderna assim dita as tendências. O individualismo máximo, expressão principal e perversa dessa nossa modernidade. Porque eu digo que fugirei, fugirei de mim mesmo, de meu nome, de meu país, e me chamarei Tobias, simples assim . Porque ninguém me entende, muito menos eu que é quem mais chega perto do cerne da questão. À decadência digo nada. O meu silêncio me basta suficientemente.