do ponto de ônibus ouvíamos um pagode da década de 1990, que tocava de algum boteco pé-sujo qualquer. engraçado como logo em Icaraí teria uma coisa dessas: aos pés das Icaraí Towers espraia-se uma pequena comunidade pobre, um valão corta a avenida, antes do viaduto-ponte. eu, ali, saco uma bala halls sabor cereja do bolso e ofereço. adquiri esse péssimo hábito naquele passado que agora já parece enterrado a mais de sete palmos, bem mais. me pego pensando nisso e em como eles tem um quê desdenhoso que me atrai, e tento apagar essa imagem da cabeça. tarde demais, como sou bobo. (e por onde anda o passado enterrado a mais de sete palmos? às vezes, a gente tenta desencavar alguma coisa, mas nada vem à tona. ultimamente dei pra pensar que tudo não passou de imaginação minha, sonho, ou pesadelo, visto que os rastros já foram apagados, ou não mais existem: apagou-se a história, os personagens, tudo, não restou nem a dedicatória na folha de rosto). no hagas eso conm...