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Mostrando postagens de setembro, 2014

das festas lotadas

acho que foi só no outro dia que eu percebi a ausência das referências, para tudo. não sinto aquela falta de ninguém. de nada. não sei simular felicidade. o humor varia do apático para o estressado. para o nervoso. nada além disso. acho que poucas vezes me senti feliz. a vida é feita dessas coisas. qual o sentido de entrar num local cheio, ver gente semi-conhecida, falar com semi-conhecidos. ali, todos me eram estranhos. fiz figuração de cena, quando devia nem ter aparecido on stage , ou back stage . "olha, menino", uma mão passa pelos meus cabelos, e eu sento. sozinho. não enxergo as estrelas, que diferença faz? alguém me oferece um cigarro e eu sopro, escondido e delicadamente, antes de tragar. não sei tragar e, também, não quero aprender. a vida já era muito bad para tragar. que diferença faz? e eu ali, figurante, na festa mais-que-lotada. dos momentos que a gente se sente sozinho mesmo com gente a volta. que diferença faz.

ode à realidade

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acordei e botei pra fora tudo aquilo que ingeri na esperança de me tornar mais corajoso. não é das coisas mais fáceis, ingerir, digerir, botar pra fora; ser corajoso. acordei e vi o teu desenho. e me senti tão bobo. francamente. bobíssimo. feliz, sobretudo. quis escrever uma elegia, porém me falta a poesia. poético era só te ver, ali, ao meu lado, se aninhando, às vezes. me aninhando, às vezes. fica faltando a elegia e sobra a ode à realidade (ou o contrário): acordei na segunda-feira, só, no sofá, cara coberta, embaixo do edredom. felicidade dissipada feito a brisa na copa ou aquela dúvida que sempre tenho quando olho nos teus olhos mas no final era só segunda e eu, sozinho no sofá