das festas lotadas

acho que foi só no outro dia que eu percebi a ausência das referências, para tudo. não sinto aquela falta de ninguém. de nada. não sei simular felicidade. o humor varia do apático para o estressado. para o nervoso. nada além disso.

acho que poucas vezes me senti feliz. a vida é feita dessas coisas. qual o sentido de entrar num local cheio, ver gente semi-conhecida, falar com semi-conhecidos. ali, todos me eram estranhos. fiz figuração de cena, quando devia nem ter aparecido on stage, ou back stage. "olha, menino", uma mão passa pelos meus cabelos, e eu sento. sozinho. não enxergo as estrelas, que diferença faz?

alguém me oferece um cigarro e eu sopro, escondido e delicadamente, antes de tragar. não sei tragar e, também, não quero aprender. a vida já era muito bad para tragar. que diferença faz? e eu ali, figurante, na festa mais-que-lotada. dos momentos que a gente se sente sozinho mesmo com gente a volta.

que diferença faz.

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