ode à realidade

acordei e botei pra fora tudo aquilo que ingeri na esperança de me tornar mais corajoso. não é das coisas mais fáceis, ingerir, digerir, botar pra fora; ser corajoso.

acordei e vi o teu desenho. e me senti tão bobo. francamente. bobíssimo. feliz, sobretudo.

quis escrever uma elegia, porém me falta a poesia. poético era só te ver, ali, ao meu lado, se aninhando, às vezes. me aninhando, às vezes.

fica faltando a elegia e sobra a ode à realidade (ou o contrário):

acordei na segunda-feira,
só, no sofá, cara coberta,
embaixo do edredom.
felicidade dissipada

feito a brisa na copa
ou aquela dúvida que
sempre tenho quando
olho nos teus olhos

mas no final
era só segunda
e eu, sozinho
no sofá

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