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Mostrando postagens de março, 2014

banho quente faz mal pra pele

saio do banho correndo e atendo o celular que toca enraivecido no criado-mudo. "alô, sr Caio c k martins? O SENHOR GANHOU UM MILHÃO DE REAIS". olho meu quarto estupefato. meu quarto está arrumado. minha vida está arrumada. o que mais eu poderia querer? talvez fazer respiração boca-a-boca num cãozinho nenê. mas nao. ********* saio do banho correndo e atendo o celular que toca enraivecido no criado-mudo. "oi amor vem pra cá logo, você ta demorando" olho meu quarto estupefato. meu quarto está arrumado. minha vida está arrumada. o que mais eu poderia querer? talvez fazer respiração boca-a-boca num cãozinho nenê. mas nao. ********* nao saio do banho correndo. nunca tomo banho quente, mas essa semana ta esquisita. Teve aquele dia que nao quis levantar, algo meio físico, sabe.  mas saio do banho, e na caixa de som kylie minogue canta "i was gonna cancel" ou "sexercise", ou qualquer outra musica eu fico contemplativo. ja tinha...

cena 3

cena 3: (na mesma banqueta) "vai comprar uma cerveja, por favor?", eu digo. "mas você segura minha bolsa um instante?". mudo de idéia e eu vou comprar a cerveja; atravesso a rua correndo e ainda ouço um grito "mas Caio!". tarde demais, já estou entrando no bar. tinha aquela garota de batom vermelho, e ela para bem ao meu lado na fila. logo depois chega o gringo bonitão, louro alto e forte, com aqueles fones vermelhos no pescoço para fazer moda. ele então me olha e "hey, what you doing?", e eu fico espantado. "i'm buying a beer", respondo. (essa parada de falas sao muito chatas) "i think you look biological" "wat" "biological, i'm mathematics" "no, you must be wrong, i'm humanities" "omg, whats your name? i'm matt" matt compra três cervejas. matt me olha novamente e "hey, thats for you". matt me dá uma cerveja. eu digo que pago outra para ele depo...

cena 2 / cena 3

cena 2: eu me sento numa banqueta e me encosto na arvore logo atras de mim, enquanto aguardo uma cerveja chegar em minhas mãos. pareço que estou em casa. eu realmente nao sei se tenho cara de muitos amigos, mas estava lá sozinho, de qualquer jeito. então que chegam três pessoas, duas mulheres e um homem. eles perguntam se podem se sentar ao meu lado, se ha problema, mas de forma que eu fique no meio deles. respondo que nao, mas que logicamente estaria bem no meio da conversa deles; "mas é exatamente isso que queremos", eles me dizem, "você parece uma boa pessoa". depois de algumas palavras e alguns "mas você realmente parece ter o nome que tem" e "acho que te conheço de algum lugar, eu me levanto para ir ao banheiro e ainda ouço "você é uma boa pessoa". retorno e eles nao estão mais lá.

cena 1 / cena 2 / cena 3

cena 1: aperto o botão do elevador e ali ao lado tem aquela senhorinha de um metro e meio e o senhor das muletas que capenga para lá e para cá. eu nunca sei se tenho cara de muitos amigos. naquele momento eu talvez estivesse pensando se sentiria falta daquele lugar, e eis que a senhorinha se dirige a mim e começa a falar. "pena que estou sem meus fones, quase pensei"; a porta do elevador abriu e ela continuou "sou enfermeira tem 28 anos, tem gente que corre pra tudo, outro dia um amigo médico meu morreu, aos 35 anos. vivia correndo, corre aqui atende paciente, corre ali e atende mais. numa dessas corridas, caiu morto no chao do hospital. pra que correr?" a porta do elevador abre ao chegar ao térreo e quase saio em disparada, falando "agora eu que vou correr", e ela me responde "vc tem uma aura boa, vai lá meu filho, vá com deus". agradeço e saio.

tem dias que a noite é foda

daqueles dias, ficaram algumas memórias. to na vida pra levar tapa na cara, ou coisa pior. a gente segue levando tapa na cara: competições forçadas em que somos perdedores porque nao queremos tomar parte nelas; por que as pessoas gostam tanto de competir? das duas, uma: duas conchas. perdi noção de onde elas estão, onde estão a vontade e a felicidade. de repente fiquei melancólico, dessas coisas nao explicadas e sem sentido. preocupações (que espero) são tolas. o tempo que se arrasta e voa. o novo que parece chegar. leio as mensagens e penso: sair daqui.  desconexão de tudo e de todos (quase), o que me leva a pensar na validade do contato com as pessoas (de forma geral). cansaço, cansaço cansaço.  querer nao é poder, magic is might . eu aqui perdido, sem poder sem mágica.

leilane profeta

novamente essa repetição, o mais do mesmo: eu podia contar aquele dia todinho. se eu olhasse datas no Twitter ou em algum outro canto eu podia lembrar daquela sexta-feira, eu no fundão. fazia sol fazia calor e qm ganhou um ingresso para ver hair no oicasagrande? that was not you ; então eu liguei pra leilane, trocamos meia dúzia de palavras e ela sentenciou. leilane devia ser profeta, eu pensei e já falei isso pra ela. algumas horas mais tarde, peça já vista, tudo ocorrido e nao é que leilane tava certa? mas dai que hoje em dia ninguém mais se lembra disso, so eu e as memórias de que servem senão somente a mim? é mundo que gira e parece que volta pro mesmo ponto.

março e o tempo já voa

nao sei quando foi que 23:08 se tornou uma hora-talismã pra mim; talvez em 2010, ou antes. esse final de semana trouxe tantas coisas, na verdade, a semana inteira trouxe tantas coisas. É muito pedir um carnaval de ano inteiro? nao que eu agüentasse, provavelmente. muitos sentimentos e sensações, muita tensão, muito confete e muita purpurina. wish i were young enough wish you were made just HEY YOU parece uma boa coisa, num momento vocês nem se falam no outro tão pulando abraçados, ah!, o carnaval, esses dias ficam na lembrança, o próximo a gente nem se lembra mais quem foi o outro naquele passado distante. exceto eu, que sempre lembro, sempre lembrarei, outro dia li ou ouvi uma música que falava de lua e etc e eu so lembrei, mas como aquilo já nao enche aqui o peito hem? ficou lá, pena que nao tenho nem retrato, ne.  e essa coisa toda, também, de rever tanta gente nas ruas, as pessoas mudam tanto, as vezes até pra melhor(!), é uma lembrança atras da outra, nao fosse eu ser ...