cena 1 / cena 2 / cena 3

cena 1: aperto o botão do elevador e ali ao lado tem aquela senhorinha de um metro e meio e o senhor das muletas que capenga para lá e para cá. eu nunca sei se tenho cara de muitos amigos.

naquele momento eu talvez estivesse pensando se sentiria falta daquele lugar, e eis que a senhorinha se dirige a mim e começa a falar. "pena que estou sem meus fones, quase pensei"; a porta do elevador abriu e ela continuou "sou enfermeira tem 28 anos, tem gente que corre pra tudo, outro dia um amigo médico meu morreu, aos 35 anos. vivia correndo, corre aqui atende paciente, corre ali e atende mais. numa dessas corridas, caiu morto no chao do hospital. pra que correr?"

a porta do elevador abre ao chegar ao térreo e quase saio em disparada, falando "agora eu que vou correr", e ela me responde "vc tem uma aura boa, vai lá meu filho, vá com deus".

agradeço e saio.

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