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Mostrando postagens de dezembro, 2013

postagem de fim de ano é sempre brega, até logo! (sobre 2013, 2014 e ainda 2012)

tirando um ou outro momento na vida (afinal, nao se pode ser feliz 24hr/7d), os dias tem sido azuis turquesa e ensolarados, quentes feito o verão que finalmente parece ter chegado para ficar no hemisfério sul. no fim das contas 2013 prometeu e foi melhor que 2012, em muitíssimas coisas e no fim das contas mesmo (para repetir a expressão), a vida também nao mudou muita coisa. um dia para o fim do ano e eu penso em carmina burana. que cena dramática quando saí antes do bis, descendo as escadas de mármore do Municipal, que ridículo. das manhãs em que acordei e nao quis levantar da cama, acho que ficaram mais raras. se bem que... nao tenho guardado memória do que me ocorre. ou guardo, mas tudo parece morto feat. enterrado sob séculos de novos acontecimentos. quando foi mesmo que Beyoncé lançou seu disco novo, han? e também tem todo esse medo das coisas, medos bobos às vezes, medos que se se concretizam, mudam tudo. mas ainda nao mudaram, nem tudo está perdido, se quebrar, quebrou, pa...

sincronia

''eu odeio cemitérios'', eu te disse ali do alto do montinho. a gente tava sem se olhar, mas eu disse assim mesmo, enquanto olhava a paisagem da direita e voce, da esquerda. engraçado como as coisas sao, o mundo gira, dá voltas e a gente para assim, um do lado do outro. quase na mesma posiçao. eu devo estar maluco de pensar isso tudo e falar isso tudo, mas acho que é por aí mesmo. o mundo é esquisito mesmo, tem quem diz que deus escreve certo por linhas tortas ou escreve errado por linhas retas, eu nao sei nada, no fim das contas. só sei que é bem natural tudo isso, foi bem natural. ''eu odeio isso de cemitérios, enterros, cortejos fúnebres, sabe'', mas voce nao sabe, pelo simples fato de que sabe nada de mim. tem tanto tempo isso tudo e tem mais tempo ainda que odeio cemitérios etc, e nada. quando a gente virou para olhar a mesma paisagem, e ficou na mesma posiçao, eu lembrei do dia em que aquela escadinha viu quatro pés baterem em sincronia os degr...

olha o passarinho

hoje o dia parecia mais uma vitória das inimigas, essa falta de luz na madrugada e esse celular que descarregou. merda. merda! é isso que falam no teatro mesmo? merda. parece uma palavra boa de se repetir, ainda mais num dia possivelmente bosta. parece sinal do divino, gente, será mesmo? o dia, no fim das contas e na retrospectiva, palavra que fica em voga nos dezembros da vida, parece ter sido melhor, mais como aquela imagem do cao com a língua para fora pegando um vento. no caso era eu com a língua de fora pegando um vento na janela do onibus. IMAGINA. tinha tanta para se falar como por exemplo que nao era nem ontem e apesar de ser um dia feliz e ok e tals eu estava lá, como que empacotado, como que preso, como que carregando um peso de 50kg nos ombros e nos olhos e quisesse chorar. quase chorei (de felicidade) comendo um cachorro quente, mas a sensaçao era de chorar mesmo. nao sei de onde veio mas era grande demais. no fim das contas consegui lidar. por último, eu sempre preci...

ainda falta pro fim do ano?

impressionado como o tempo passa rápido, parecia ontem e eu reclamava que 2012 nao acabava, hoje eu vejo os outros reclamarem que 2013 nao acaba. nao tenho nenhum desespero sobre 2013 acabar logo ou parecer nao acabar, nenhuma preocupaçao quanto a isso. certeza só de que as coisas todas se banalizaram, essa cidade se banalizou, as relaçoes se banalizaram. outro dia era junho e julho e eu ficava descamisado e entao abriram meu zíper e eu nao preciso contar mais nada né. mas é isso aí, de estar em junho e sentir um calorzinho, suar, e ficar sem camisa e progressivamente com menos roupa e nao ser tao traumático quanto poderia ser. 2013 passou e eu aparentemente nao sofri calado, sofri, sim, mas sei lá nao pareceu tao ruim. agora é mais um ano, mais coisas banalizadas, o tempo passa tao rápido, o tempo voa, pensando bem 2013 foi um ano bem de merda, né? tirando os bons momentos que foram alguns memoráveis mas já parecem enterrados sob sete palmos de terra, parecem até que foram antes d...

ê oô vida de (gato)

vidinha de marasmo, vidinha de merda. outro dia eu fingi que tinha escrito algo errado num papel só para checar o nome de um boy. esqueci de procurar no facebook, de que adianta? é como achar que roça as pernas em alguem por debaixo da mesa e logo depois corre e fica a sensação "que merda eu fiz nesses 5 segundos? ninguém entendeu!". daí que é isso mesmo, deitar a cabeça suada no travesseiro e fazer suar mais. o rio tá insuportável. não pelo calor, mas pelo calor nos ônibus. quem permitiu a classe média ter carro? gente egoísta. cidade maravilhosa mas o céu ta poluído. nem no shopping o ar condicionado funciona. pega o notebook emprestado, coloca no colo. os olhos piscam piscam piscam. fecha coloca no banco ao lado da cama. acorda pega o notebook coloca no colo sem nem mover a cabeça um milímetro. êta vidinha de merda.