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Mostrando postagens de outubro, 2013

futurinho que se aconchega

tá frio nessa sala, e talvez esteja frio lá fora. tá frio aqui dentro, dentro de mim. muitos pensamentos perpassam minha cabeça mas nao pesco nenhum deles, apenas vislumbres. nao tenho falado com quase ninguém, mas quando falo, vem aquela urgência, e acabo nao falando nada. a última vez vomitei palavras, sentimentos, sensações e frustrações num ônibus, uma garrafa de vinho aberta entre nós. eu nunca disse obrigado, mas acho que é isso. agora no momento eu to me perguntando quanto tempo mais eu vou sentir frio aqui nessa sala. nao mais por muito tempo. a ver.

sobre ser, nao-ser e nao saber

outro dia eu disse o que nao devia e disse que gostava de alguém. mas nao era exatamente o que eu queria dizer; na ânsia de me ver livre de outras coisas e mesmo também porque soava como algo impossível, eu falei aquilo meio sonhador e completamente conhecedor de que era impossível, apesar de tudo indicar o contrario. daí que sempre tem aquele dia que ouvimos o que nao queremos, e guardamos bem guardado o que às vezes podemos ou devemos falar. então eu ouvi e ouvi e ouvi e fui instado a responder e a opinar e a agir e novamente tem outros dias que temos que ouvir novamente e controlar ao máximo a expressão da vida para nao transparecer o que sentimos.  e isso é tudo uma merda, eu me sinto uma merda, eu me vejo uma merda; nao que seja o tempo todo, ou tudo. ainda me acho razoavelmente aceitável durante  um tempo, mas nao me acho razoável para outros. para alguéns específicos, então esse texto aqui que diz nada com nada é só para eu me lembrar, um dia, que foi isso que s...

mb: fera ferida

zapeando pela internet, a gente lê de tudo e quase sempre se identifica com o que lê. bom, eu, pelo menos, me identifico com a quase totalidade de coisas que vejo e leio por aí (nao só na internet). pois que li, num mesmo blog, recém achado, sobre uma pessoa que 1) teve um sonho frustrado por outrem com pouco tato e 2) foi chamado de gordo por outrem de seu círculo íntimo. eis que me identifiquei com isso. nao exatamente com tudo, mas com a situação. quem nunca teve sonhos frustrados por palavras nao exatamente amigas? pois é. passei a vida inteira querendo algo, que era ser normal, bonito, interessante. daí passei num momento da vida achando que eu era isso. mas sempre tem aquele momento de medo, em que tudo balança. uma pequena frase, que ecoa desde sábado. um olhar de desdém, umas risadas bobas. as pessoas, às vezes, nao tem noção. mais do que eu vim a fazer naquela noite, isso me feriu primeiro. uma sucessão de socos, pontapés e facadas na mente, no coração, em tudo. nao sei ...

crise nº 378282

to em crise nesse exato momento. de que adianta arrependimento se nao há quem perceba, se nao há o final feliz. depois do arrependimento vem o que? alguma realização? algum upgrade no estilo de vida? Posso ir para algum monastério? já estou fazendo tantas perguntas, mas tantas... todas sem resposta. droga. 

queria ser um avestruz

sempre a mesma história. estou tão arrependido e fico me perguntando o que estou fazendo da minha vida. nao lembro de mais da metade da minha noite, do que falei, fiz, o que me motivou. Que merda, só penso nisso. alguns momentos eu queria ter essa certeza de que fazemos coisas com objetivos. de que existe algum porque na vida, nos encontros, nos desencontros, nas ações...  Mas nesse momento eu só queria mesmo ser um avestruz e enfiar a cabeça num buraco no chão e sair de lá só depois de muito tempo pensando. 

quotidiano

não tem mais nada a narrar dessa vida que acontece, a não ser que contemos a rotina: acorda, levanta, anda até o banheiro, senta à mesa da cozinha. mastiga, mastiga, bebe. deita mais um pouco, liga a tv. levanta, anda até o banheiro, entra no box, liga o chuveiro. pega a toalha, seca, seca, anda até o quarto. coloca uma roupa qualquer, senta à mesa da cozinha, mastiga, mastiga, bebe. escova os dentes, sai de casa, anda até o ponto, faz sinal, espera um hora, grita "próximo", dá o dinheiro, atravessa, anda, anda, passa na roleta, pega o elevador e senta. olha a janela, da internet e da rua. acho que paro por aqui porque é muito sofrimento escrever o fim do dia, essa lenga-lenga, essa repetição, esse mal-trato em que me enfio todos os dias. tem dias que não troco uns beijinho, tem meses que nao gosto de ninguém, nao me apaixono, essa miserê emocional, essa tristeza, essa falta de vontade que vem a mim e faz aqui o vosso reino. bang, e amanhã tem mais do mesmo.

viver por viver não deve ser estimulado.

tentei escrever algo em ingles, mas nem saiu nada decente. o céu hoje está azul, demais, me dá até raiva de estar dentro dessa salinha fazendo absolutamente nada pelos proximos 40 minutos. na verdade, gostaria de estar em casa. nao há nada de relevante na minha vida acontecendo. mé. que saco. no ônibus, eu penso "que vida de merda, que vida de merda. tudo me vem fácil, nao tem adversidadem; se tivesse, eu teria me rebelado mais, quereria mudar mais a vida, mudar pra melhor, enfim". em casa, debaixo dos lençóis. sozinho, enrolado. cabeça no travesseiro. nao quero sair de lá, de jeito algum. levanto e me arrasto até o banheiro. nenhuma vontade de nada. cheguei ao ponto em que nem mesmo tenho vontade de comer coisas específicas, mas como. fico pensando qual o ponto em que se vira um obeso que nem a mulher aqui na sala ao lado e nao se pensa em nada além de comer por comer, sem objetivo, sem prazer, mas pela comida. é o que tenho feito. comer por comer, dormir por dormir, v...