sobre ser, nao-ser e nao saber

outro dia eu disse o que nao devia e disse que gostava de alguém. mas nao era exatamente o que eu queria dizer; na ânsia de me ver livre de outras coisas e mesmo também porque soava como algo impossível, eu falei aquilo meio sonhador e completamente conhecedor de que era impossível, apesar de tudo indicar o contrario.

daí que sempre tem aquele dia que ouvimos o que nao queremos, e guardamos bem guardado o que às vezes podemos ou devemos falar. então eu ouvi e ouvi e ouvi e fui instado a responder e a opinar e a agir e novamente tem outros dias que temos que ouvir novamente e controlar ao máximo a expressão da vida para nao transparecer o que sentimos. 

e isso é tudo uma merda, eu me sinto uma merda, eu me vejo uma merda; nao que seja o tempo todo, ou tudo. ainda me acho razoavelmente aceitável durante  um tempo, mas nao me acho razoável para outros. para alguéns específicos, então esse texto aqui que diz nada com nada é só para eu me lembrar, um dia, que foi isso que senti quando ouvi desnecessariamente varias coisas, quando falei o que nao devia e também quando nao falei o que devia, e sobre me sentir excluído injustamente e também sobre como me sinto incapaz e fora de questão sobre uma porrada de coisas. 

nesse momento, o mundo parece demais para mim, grande demais e difícil demais para que eu seja algo além disso agora. 

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