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Mostrando postagens de setembro, 2013

ao cubo

eu queria me lembrar e nao esquecer que hoje me senti um merda, me senti uma merda, me senti numa merda.

querendo impossíveis

o silêncio me arrasa, acabei de ouvir essa frase. na casa, sou a única pessoa acordada, creio, mas nao sinto como se estivesse vazia, apesar de parecer a mesma coisa: nunca disse, mas tenho medo quando fico sozinho em casa. me sinto mais vulnerável. mais exposto, apesar de não me importar de ficar sozinho. lembro daquele carnaval que fiquei sozinho e resolvi lavar a cozinha. ela ficou molhada por uns 4 dias, que me lembre. depois na quarta-feira de cinzas, a lúcia chegou e então me ajudou a terminar. e ficávamos vendo filme na tv a cabo, que dias! mas daí que eu ainda sinto medo quando fico sozinho em casa, mais pra hora de deitar. na onda das percepções, queria poder ter só dias chuvosos e ficar em casa, quietinho. ou andar por sta teresa em dias chuvosos e depois ficar debaixo de cobertas. ouvindo a chuva cair. no fundo, essa impressao de querer só o que nao posso ter, de querer ver as coisas como antigamente, o tempo que nao volta, e também, de perceber que isso é impossível, ...

qual o seu problema?

essa sensação de nao estar sendo sincero comigo, com você, com vocês, com o mundo. eu to sentindo falta de muita coisa, de estar com as pessoas, sem comprometimento, com meus amigos, sem nada, nem pensar, sem sentir esse fardo que cada vez fica mais pesado. quando foi que ele começou a pesar tanto assim? a cabeça diz "vc se sente okay, okay" mas nao é isso que ecoa na pele, no sentido, no mundo. quando foi que perdi a inocência? quando foi que perdemos? nao sei, nao lembro. toda vez que penso: sdds, i miss you, então vem a sensação de perda de inocência, de perda de juventude, de perda do mundo, de perda das pessoas, mesmo elas estando ali ao lado. tento de todas as formas, mas tudo escorre por entre os dedos feito aquele miojo que me salva diversas madrugadas cuja agua eu vejo escorrendo pela peneira. mais cedo um pouco fui tomado de assalto "qual o seu problema, caio?" e, por mais que a pergunta nao tivesse a intenção de me fazer devanear por essa paragens, ce...

life is (anything) (nothing) (something) but a dream

eu nao sei quantas vezes exatamente eu já disse que uma estante nova ou prateleiras resolveriam minha vida (assim mesmo, num passe de mágica). mas nao são só as estantes ou prateleiras que resolveriam minha vida, claro. eu teria que ter minhas câmeras de volta. funcionando. é uma droga, isso de não ter nenhuma câmera funcionando. além da câmera eu precisaria de algo que me permitisse registrar o mundo a minha volta, claro, e compartilhar tudo com o mundo. e isso, ao mesmo tempo que quero exatamente descompartilhar. desconectar. eu via o documentário life is but a dream , da beyoncé , e vejo exatamente o que quero: poder registrar, anotar, fazer recordações sobre o que me ocorre no decorrer da vida.

sobre "morte súbita/ the casual vacancy"

tinha muito tempo que eu nao lia nada com tanta vontade e afinco, muito tempo mesmo. agora mesmo não sei o que me causa essa ardência nos olhos: se a sinusite, se a luz da luminária que estava tão próxima da minha cara ou o desfecho trágico e triste da história. às vezes, dá tanto medo e tristeza de imaginar quantas krystals terris robbies weedons estão por aí pelo mundo. às vezes dá medo... deixa pra lá. uma coisa é que isso aqui tá tão parado. reflexo da minha vida? provavelmente e principalmente. nao tem nada relevante. li por alto um artigo numa tal de " we hate mag " magazine sobre homossexualide, heterossexualidade e espartanos. acho que outro dia rolou de eu conhecer um espartano. não sei por que. daí que nao tem nada de relevante e nao tenho sido sincero também. nao tenho sido sincero comigo. não sei o que escrever e escrevo baboseiras. mas o final da história me deixou meio esquisito e precisava escrever aqui. é. só precisava escrever aqui.

diário #

comprei um caderno novo mas nao sei como começá-lo; pior, nao sei como terminar o velho. são ciclos que se encerram? a música da mariah carey soa muito como anos 1990 e dá uma vibe meio amor perdido aqui. como encontro? nao sei, também. é o sentimento: estou ok mas é só isso. como encontro o amor ou qualquer coisa parecida? como faço planos (planos pra vida, que nao envolvam amor tecnicamente)? como me vejo daqui a alguns anos? como como comocmocmocmocmocmocmcomcomcomcocmocmc nem sei escrever. qm sabe quando eu descobrir isso, dou um jeito por aqui.

nada disso faz sentido, olha só

eu já lhe disse que queria andar com um gravador, como ando sempre com meu caderninho? by the way, comprei um caderninho novo, com capa dourada. maior, também. quantos anos será que caberão nele? queria fazer uma promessa de que escreverei nele com frequencia, mas parece muito longe da possibilidade, isso. nem aqui tenho sido frequente (ou tenho mas falta relevância). no fim das contas tudo soa irrelevante. desde baixar a minha calça e a do outro a deixar cair esperma na cama ou até mesmo a notar, ou imaginar (as pessoas me diriam que é tudo fruto da minha cabeça - mas o que não é) a irritação em ver minha cabeça deitada no torso do outro e outras mãos acariciando meus cabelos. no fim das contas eu só fico brincando, de aba em aba, de conversa em conversa, e cavo, cavo fundo, cavo fundo o meu futuro de não ter nada, de ser nada para ninguém, de ser nada para todo mundo. no fundo eu não quero pensar nessas coisas, no fundo eu só queria poder ser normal, mas esse último parágrafo nao...

gente seca

outro dia li um pedido de ajuda desesperado: I***E A. 28 ANOS 6 CASADA SEM FILHOS. como se ajuda alguém nessas condições? outro dia vi também passarinho mancando, que pena que dó. êta vida dura.

procura-se: alguém que respire comigo

hoje eu olhei a cidade do alto e quase confundi com londres: muita névoa, muito fog, tudo debaixo das brumas. andando pelas ladeiras, às vezes em silêncio, às vezes falando. queria ter alguém para andar por ladeiras em dias chuvosos, deitar num chão qualquer em silêncio olhando o teto. queria deitar espremido numa cama de solteiro e ficar respirando um na fuça do outro. soltando o ar pelo o nariz. ouvindo o ar soprar entre as narinas. tentando manter o mesmo compasso de respiração. dá pra fazer uma música a partir disso? e nesse dia chuvoso que termina ao som de celine dion, só queria isso: alguém pra respirar.