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Mostrando postagens de junho, 2013

frases ditas que deveriam ter sido cochichadas

êta lelê. parece até "pague com a língua, seu feladaputa". eu fico sentado ali, o assunto divaga de tanta coisa, que para em acreditar ou não em deus, motivos, sei lá, que rondam nossas vidas, mistérios, coisas sem explicações mundanas e até mesmo se nós podemos ter algo mais ligado que somente uma semana. eu poderia aqui me afogar nas mágoas, mas nem é isso. é que a vida, o mundo, os céus, o sobrenatural, o que seja, parece nos pregar peças a todos os instantes. eu não sei, posso ser maluco, posso ser muito conspiratório, mas é isso que dá esperança nalguns momentos que vivo. no momento que eu proferi aquela frase, que besta, eu juro que não queria que você passasse por ali, só para testar. é isso mesmo, o divino existe? parece mais uma piada que qualquer outra coisa, sério mesmo. eu não imaginaria isso; em tempo, imaginei algo completamente diferente quando joguei a frase no ar: um homem bonito, inteligente, sensual, que me tirasse do marasmo e me carregasse embora daqu...

talvez eu seja muita areia mesmo

eu cheguei a conclusão, enquanto sacudia naquele onibus hoje mais cedo, que eu sou uma pessoa perversa. não sei se é exatamente essa palavra, mas alguem mau, de todo o mal. eu penso em como você podia estar comigo mas tava saindo com outro, e daí eu fico: whaaat, eu sou mais bonito, sexy, legal. tenho mais conteúdo, sabe. mesmo que eu não demonstre, exatamente, mas sou uma pessoa de muito conteúdo; talvez vocês que sejam muito vazios mesmo... whatever? será que sou meio nazista? meio stuck up demasiado? dúvidas. daí eu penso, fulano postou isso, será que ele realmente sabe do que tá falando? são tempos difíceis, muito. teorias da conspiração a todos os cantos. enquanto isso, vou aqui quieto e sozinho. whatever.

andar de kombi no rio de janeiro: não é fácil.

"saída da ilha ramos olaria penha" o moço anuncia, assim mesmo, sem pausas, pelo microfone, e abre as portas. eu entro naquele espacinho miúdo, que mais parece um caixote de fósforos que um transporte. não sei porque estou falando de pegar kombis aqui, mas deve ter sido porque foi o transporte mais rápido que utilizei nos últimos tempos. nalgum momento qualquer, o motorista-cobrador-anunciante-de-trajeto parou e, então, sobem duas senhoras, uma idosa carregando seu neto e uma outra senhora jovem carregando os dois filhos. naquele espaço, apertando-se para as crianças caberem ali. a vó aperta o neto e fala algumas baboseiras carinhosas, e talvez tenha sido aí que eu resolvi falar disso. aquela gente que pega kombi deve ser gente humilde, só pode. não há outra explicação. a vó que busca o neto na escola e vai lhe acarinhando pelo caminho da volta, enquanto uma das filhas da jovem senhora, de por volta de 5 anos, uma cara um tanto emburrada e carrancuda vai olhando, com aq...

êta lelê

trocar a foto do facebook não adianta, sweet darling. fico pensando no que você tá pensando. quase não penso mais em você, mais ainda penso. um pouquinho. penso em tanta gente que dá um nó. um nó no cérebro, no cerebelo, na mente. antes fosse só no cérebro, mas nem. daí eu penso de novo. penso que é tudo muito chato, tudo muito maçante. não é? queria poder falar com você. mas não posso. não posso falar com ninguém, êta caralha.

approaching.

o coração quase vem a boca. a impressão que passo não é o que sinto, nunca é. i'm not just that into him, nor into anybody. que faço? menor ideia. mas vem um ciuminho, que vem, ah vem. não sei o que fazer. vontade de ficar em casa. posso? não. isso é depressão? toc, toc. ela bate à porta. ela espreita. saco. queria dormir. queria não ter de falar com ninguém, queria não ter de falar com ninguém. queria não ter de falar com ninguém.

he's just not that into you

daí que eu queria escrever em inglês mas nao sei mais se quero ainda. tava aqui pensando na vida e como esses filmes clichês são zzzzOINC, clichês, né. uma macumbinha na vida nao cai nada mal, imagina só. mas o filme era "antes da meia-noite" (fiquei chateado porque em momento algum eles olham o relógio ou mencionam as horas, então que diabos o título é esse? depois que escurece fica tudo a mesma cara, o filme parecia que acabava, sei lá, 23hrs mas podiam ser 2 da madrugada também, né) e tratava de um casal maluco que se conheceu anos antes, se separou, se juntou e tava lá, lindo e feliz na grécia. até aí, ok. mas dá pra ver que tem uma tensão louca né. tipo, eles passam uns momentos lá brigando, a mulher com as peita de fora, o homem desce as calças, ela diz "nao te amo mais" e sai, eles conversam blablablá o homem conquista a mulher de volta e FIM (acaba assim mesmo, sem graça). o que eu queria dizer com isso tudo é que dá muita vontade de ter um bad romance...

borboletas também tem sede

eu devia tomar banho mas fico aqui aguardando o nada acontecer. ele nao me responde, mas não sei o que me prende nesse aguardo. seria mesmo um algo subconsciente sobre mostrar que posso dar certo? nah, eu diria que não. ao mesmo tempo essa sensaçãozinha de calor no coração, de vazio ao mesmo tempo, vazio que pode se encher de borboletas, voem, voem, eu deveria voar para longe, mas to aqui com essa sede de experimentar algo que não sei o que é.

lençóis brancos na cama king size

são tempos difíceis (para sonhadores). há uma tempestade se aproximando, como da última vez. tantas impressões, tantos pensamentos, tantas discussões, não tão acaloradas. acalorados são os abraços apertados nos sofás, nas camas. as mãos que caminham e navegam pelas peles diferentes e não parecidas, que coçam os peitos, acariciam as barrigas. o calor de ficar abraçado em conchinha e dar dois beijinhos no pescoço passa de um pra outro como se fosse fácil. mas não é, não sei porque. um cochicho aqui outro ali, alguém olha, quem sabe, pelo buraco da chave. o travesseiro é pouco agora: alguém pula aqui e ali, uma lente nos encara. alguens falam algumas coisas, não me recordo mais. que diferença faz? no final: acordar abrir os olhos e estar sozinho debaixo dos lençóis.

novamente: não sou obrigado queridos

e no meio desse tempo, eu fui me tornando o que eu queria ser e, também, ao mesmo tempo, percebendo que isso envolvia ser o que eu não queria ser e mais detestava. isso é o preço a se pagar? preço muito caro. um tempo, basta! e um tempo basta, sozinho, sem ninguém. e na tentativa de ser novamente o que quero escolho ser o que não quero por um tempo. será que esse tempo basta? será que esse tempo é curto? espero que seja. mas enquanto isso aquela frase expoente do iluminismo carioca do século xxi: não sou obrigado, queridos.

quando as pessoas dão sono

mais uma noite que o sono demora a vir, mais uma manhã em que provavelmente o corpo não gostará de levantar da cama! podia ser o pinga-pinga da torneira ou até mesmo o gotejar da chuva na telha, mas é só o barulho do computador. e as pessoas continuam nesse frenesi louco, que muito me irrita: devo eu controlar isso tudo e parecer feliz? não me parece a melhor opção. li um texto e a vontade que tive foi: zzzzzzzzzzzzzOINC. vontade de fazer isso pra muita gente. tanta gente que se elas fizessem fila eu fazia um dominó e puffff cairiam todas. sem dó. sem piedade. sem dó nem piedade. hoje escrevi no diário físico, vejam só que tempos!!! to muito percebedor do que ocorre a minha volta, mas pouco lixando para o que pensam: luna-being, maybe i will love good? r: nao. só vou espantar mais as pessoas. no momento: I DON'T CARE - diria Icona Pop, foda-se o resto do mundo. as pessoas também parecem nao ligar muito para o que eu pensava o que eu sentia até agir assim. será que é demais? p...

querido tom 62

querido tom: faz muito tempo desde a última vez. de nós. nós dois, ou nós três. eu e vc, eu e ele. mas cá estamos novamente. tenho tido medo nos últimos tempos. me entende? talvez não, a maioria das pessoas não entende. não que eu não tenha medo daquelas coisas todas, do futuro, do porvir, do que serei daqui a duas semanas. mas tenho medo, ultimamente, e de novo, dele. como explicar: medo dele. simples, você sabe do que falo. não preciso de mais nada. medo do que fazer amanhã, de como me portar, do que falar. medo do que se passa do outro lado, por trás daqueles olhinhos. dos olhinhos quando reviram, quando fazem careta. sei lá. já lhe disse que não tenho sentido mágica ultimamente? a magia sumiu? sumiu deste mundo para melhor. tenho medo disso também. hoje eu cheguei e havia névoa já. fazia frio, mas em casa calor. não tenho vontade de sair de casa. we're all afraid of the Fog. people get lost in the Fog. as estrelas estão meio apagadas? ou só aqui que anda iluminado d...

most anticipated album for 2013

não consigo dormir, o coração apertado bate. bate aqui dentro feito uma bobeirinha qualquer que tira nossa atenção e nos prende num momento passado que não podemos mudar. isso é sensação ou sentimento? dúvida. inabilidade, deveria pedir desculpas? sofrimento por antecipação.

pequeno post-scriptum sobre xauxau

eu queria sumir e enfiar a cabeça debaixo da terra e viver feito avestruz bicho bom e envergonhado da vida

xauxau

friozinho na barriga vá embora, eu lhe peço.

perdidos no reflexo

tão perto, tão longe. a distância de um "oi" que nunca chega. a maior parte do tempo é "nao sei o que fazer", a outra é "nao faço nada". noite feliz - podia ser a música natalina mas era uma promessa de noite mesmo. não que nao tenha sido, certamente que foi. mas naquela momento acho que a gente quase se olhou pelo espelho e depois você passou por mim saindo do banheiro como um raio. confesso que fiquei tentado a tentar abrir a porta e entrar. vai que a porta não estava destrancada? mas não o fiz, por não saber. ao final, entrei sozinho na cabina e enfiei o indicador e o médio na garganta, quem sabia se o gosto amargo da vontade reprimida nao saísse de mim? mas não saiu.

limpeza virtual

nao mudou nada, mas eu só fiz uma limpeza de alguns megabytes