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Mostrando postagens de setembro, 2012

xiu que vai começar

xiu que a felicidade é passageira e a inveja alheia é gorda, espanta mais rápido que avião supersônico francês. mas pelo menos bom humor a gente vê por aqui para enfrentar a mesma vida que parecia enfiada no saco.

o que será que aguarda

00:02 - parece ser um momento auspicioso; faz frio e o corpo precisa se aquecer. eu lembro daquela propaganda do menino que era sorridente mas por não cuidar dos dentes ficou desdentado. penso se meu futuro será igual. aquela música da lily allen vem ao pensamento, repescada do turbilhão que inundou essa tarde ventosa e gelada. aos 22, aos 21, quem sabe?, a vida prega tanta peça na gente e eu já tô aqui me sentindo, me perguntando como parei aqui, como cheguei aqui, é triste, é verdade. noutro dia eu bebi, terminei em condições bastante suspeitas carregando gente por aí e uma fruta-pão, e bom, no meio da noite tinha uma bad, tinha uma bad no meio da noite. sorte que tacaram ovo na gente; ninguém aguenta tanto mimimi. eu tinha pensado que tinha sido bom falar, mas é preciso agir. às vezes parece que tô perdendo as rédeas, exatamente isso, que não tenho controle algum. grande momento de desespero, em que as possibilidades parecem distantes e o presente e o futuro já fracassados, me...
O que somos está para além do que estamos. Assim como não mais chamamos rio, a água que de lá foi tirada para o plantio ou desembocou no mar. Mas o que estamos retroalimenta o que somos, assim como aquela água retirada do rio ainda evaporará e algum dia poderá a ele retornar. Como, no entanto, distinguir? Ou melhor, como mensurar o grau de pertencimento? Seria possível? Seria essa a questão? O tempo nos auxilia a perceber não durações, términos, recomeços... Mas extensões. Auxilia-nos a notar a extensão existencial do que nos compõem e compõem o mundo. E, se tivermos a sensibilidade para interpretar as transmutações, resignificâncias e interdependências, talvez possamos compreender o manto da existência que se desdobra a partir e diante de nós. E que o rio é água e que a água é rio... Correndo por aquele manancial. Correndo por um contorno, por uma de tantas veias do mundo. Você e eu somos veias, somos meios, mas somos o que somos sem entremeios no grande fluxo da vida.

sobre pistaches e meleca.

enquanto você falava baboseiras quaisquer, eu fazia bolinhas com a meleca que tinha acabado de tirar de meu nariz. não que eu achasse que o que você falava tinha menos importância que a música da adele na caixa de som, ou mesmo que a meleca: realmente tinha menos importância. mandei fazer uma camisa com uns dizeres aí que significassem que quando a gente se encontrar no futuro distante eu estarei com um picolé de pistache, just for you to know . não que seja importante, de novo, mas é mais importante que encontrar com você, certamente. pistache é sempre mais importante.

allah kabir, deus é grande

sabe, risos, a vida enfia uma estaca e empala a gente como se fosse no medievo romeno: o dia nasce lindo e você se entope de comida apenas para quase querer cortar os pulsos depois de ver o que não queria e sentir o que não devia, ou vice-versa, ou é só o contrário mesmo. não tô fazendo sentido ouvindo the kilas hoje. queria poder escrever mais para tentar tirar esses pensamentos sem donos e sentido na cabeça pq né, apenas nao sou obrigado. nao sou obrigado a tanta coisa e cá estou reclamando disso e fazendo nada da vida. acho que seria melhor se me tirassem a internet e agora tá tocando florence, aleluia senhor. tenham um bom dia.

perguntas frequentes

à essa altura do campeonato, por que nos importarmos com tantas miudezas?? chega a virar cretinice da minha parte ter uma tonelada de pensamentos que são domínio público e pairam por aí no aguardo de serem capturados por qualquer tarado por informações e querer que nada seja dito. bem feito pra mim.

pensar de novo: nem sempre faz bem

nao foi a mordida na pizza com recheio de cebola que me fez pensar nisso, mas é bem verdade que eu odeio morder cebola. faz um creque horrível e o sabor nem é tão bom. se dependesse de mim, cebolas apenas para temperar arroz e feijão e olhe lá. o fato é que enquanto eu roubava um pedaço de pizza da geladeira e esquentava no microondas, o fato é que eu pensei em tudo de novo. me chateia isso. esse fato, de pensar em tudo, tudo de novo. all over again, num eterno repeat.

dois pastéis e a conta pfv

outro dia tinha um bichinho no meu pé quando eu desliguei o chuveiro e penso que era uma lacraia, mas isso não vem ao caso. eu falo muitas coisinhas que não vem ao caso, porque elas realmente não vem ao caso. é como começar uma conversa quando não se tem assunto, mas isso realmente não vem ao caso. desses dias que passaram, eu fiquei me perguntando a quem diabos interessaria dizer certas coisas, mas, novamente, não vem ao caso. é muita trouxa pra pouca roupa, ou vice-versa. o que realmente importa? hoje eu to sentindo consideravelmente bem para pensar que parece até que a trouxa não está nos meus ombros. acabei de fritar dois ovos, mas não vem ao caso.

FAÇA PILEQUINHO NÃO FAÇA RESSAQUINHA

o ministério da sáude adverte de mais e acode de menos, o que fazer num trabalho de direitos humanos eu falei que deveriam proteger os sentimentos pq tem gente que brinca com o coração dos outros e assim fica difícil sobreviver nesse mundo, só os mais fortes E TEM GENTE RECLAMANDO ME CHAMANDO DE HEARTBREAKER vocês não conhecem nem o padre quem dirá ter entrado pra ouvir a missa seus cretinos KD O SISTEMA ONU DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS KD A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ e por isso a gente entorna a garrafa de vodka no ralo pra não ter ressaquinha, mas sim pilequinho-amor.

comer: seus problemas estão resolvidos

ontem eu fiquei relendo isso aqui e me achei um gênio, antes tivesse mandado publicar né, rsssss. mas o que importa mesmo é que não fiquei tão incomodado com o que está escrito, e também percebi que o problema vem todo antes, quiçá vem desde sempre? é meio por aí. a gente se pega de repente pensando em tudo e na vida, e no nada, e percebe que tudo é um grande novelo de lã embolado. os acontecimentos se sucedem como numa música da clarice falcão e eu termino sempre comendo alguma coisa. talvez a solução de todos os problemas seja mesmo comer. a gente termina sempre com a esperança de que amanhã seja melhor que ontem e hoje e decide algumas coisas meio estúpidas que podem dar errado e sabendo que necessariamente tudo amanhã será basicamente igual a hoje.

memória do telefone

and the world is like a science and i'm like a secret and i saw you lingering still (still) tem vezes que eu pego a lista de contatos, me vem à cabeça aquela cena do velho apagando mais um nome de sua lista de telefones, mais um amigo que bateu as botas. a diferença é que eu apago os números arbitrariamente: nao necessariamente as pessoas foram para a terra dos pés juntos. na verdade, elas foram pra casa com apenas um adeus, não me ligue mais. sou obediente, disciplina em primeiro lugar. daí eu vejo aquele número de alguém que não pode mais atender os telefones, e diferente do velhinho, nesse caso, eu mantenho ali, são e salvo, o celular da tia-avó.

se a carapuça servir

falta de amor próprio?? eu posso enumerar todas as vezes em que faltou uma pitada de amor próprio, ou não, quem sabe, foram muitas as vezes. hoje eu jurei, pra mim; nao, nao jurei nada. é só um versinho que grudou na mente e eu provavelmente estou cantando errado, bitch . não, não. não é pra você, e agora já é. você, eu digo, você, mas quem sabe a carapuça sirva para trocentas pessoas e nao para você. é assim mesmo.

limão azedo, meus caros

no devaneio entre a acidez de um limão e da vida, uma careta para engolir o choro e fingir que foi apenas o azedume cítrico, seguido de um abraço e uma pergunta "está tudo bem".