do outro eu do espelho

eu então levantei a cabeça e vi aquela estupidez como reflexo no espelho: preferia comer jiló a ter de fazer isso novamente; ao contrario, passei a navalha mais uma vez e tirei outro tufo de pelos. parecia outro eu, mas eu via ainda ali aquele fracasso, eu via ali no espelho a razão de eu ser ainda a mesma merda. queria fugir cantando florence por ai aos prantos esquecer tudo esquecer as pessoas mas na verdade no fundo eu cheguei a conclusão de que vivo em outra dimensão em que eu acredito existirem pessoas que pensam bem de mim: essas pessoas n passam na realidade de meros espectros meros fantoches: estou jogado as traças as feras no meio do picadeiro ou pior no meio da arena, e tudo n passa dos berros dos espectadores pedindo minha cabeça por algum motivo inexistente que desconheci assim como eles desconhecem de sua própria ignorância.

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