agora que está feito.

'qual foi?', você me acusa, deliberadamente, sem crime cometido; no momento seguinte, ri, e ri, da própria desgraça talvez, ou da minha desgraça, provavelmente. Eu não sei se devo acreditar, se devo creditar alguma factualidade ao que você dispõe, ao que você me dispõe. Tudo parece tão irreal, e ao mesmo tempo, tão desejável.

Eu queria que naquele momento você falasse realmente tudo que quisesse falar, afinal não é todo dia que se recebe uma carta branca, uma liberdade de ação dessas. E você nem ao menos me desaponta, repare. De qualquer jeito, eu queria gritar aos quatro, oito, dezesseis, sejam quantos forem os ventos, queria gritar e ainda assim você não me ouviria. Eu queria sussurar em seus ouvidos, talvez seria mais eficiente.

Talvez seja simples, talvez você não se importe, talvez.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

despindo a fantasia de tecnoburocrata

pluvious metropolis

arrastado pelos acontecimentos da semana