sobre ceder na cama ou a supremacia do pau duro

naquela noite eu quase fui embora. levantei e me dirigi até a sala. deitei no sofá, descoberto, fazia frio. me enrolei em mim mesmo para me aquecer. ele veio e me abraçou, fez que eu voltasse para o quarto. eu não me mexi, ele insistiu. voltamos.

antes ele tinha dito "alguém aqui tem que ceder"; o pau duro, latejando, mesmo no escuro eu podia ver isso. eu não queria transar mais. tentamos outra posição, não ia rolar. foi quando ele deitou para dormir e eu, claro, não dormi. não conseguiria depois disso tudo. sai para sala.

na volta, fomos mais uma vez, eu não queria transar. ele cuspiu pouco, me comeu com força, disse que gostava quando eu gemia. eu pedi lubrificante, ele disse que queria daquela forma.

eu tive que ceder,
eu cedi.

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