Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2018

duda beat - sinto muito

e eu vivia a flor da pele e nem percebia que das vezes que eu ria era vontade de chorar de novo aqui para tentar exaurir tudo que passamos. hoje não me senti ansioso. ontem também não. ontem eu tava triste. jurei ter te visto na festa, me escondi. não era. rodei a festa a toa. beijei outros lábios, voltei pra casa sozinho. ontem foi a estreia da nova temporada de RPDR. eu não assisti. não sei se voltarei a assistir algum dia. não vejo mais tv. só ouço o disco da duda beat. tá no repeat. duda beat no repeat. não indico música alguma, indico todas. vamos aproveitar o tempo que nos resta pra gente se agarrar mas e essa necessidade de exaurir. ontem vi um caminhão "mudanças Valmir" e no fim das contas tudo que você me fala que está mudando, eu não vejo mudanças. é só mais do mesmo, é o tirar a máscara. quem não sustenta o nosso amor? de onde eu tenho orgulho? quem se colocou em posições vulneráveis, quem buscou o contato apesar de magoado, quem sempre esteve ali? ...

mar revolto, posêidon agitado

o seu orgulho em falar que terminou comigo, mas não quer reconhecer a desonestidade toda que cometeu comigo, desonestidade & infidelidade, para além de todas as agressões & abusos & humilhações que fui submetido. a relação dominação-submissão que ultrapassou a fronteira do leito, e permeou toda a nossa coexistência pacífica enquanto eu pude manter essa posição subalterna. no fim a relação ocorreu por minha causa, eu me empenhei, e terminou também pelo mesmo motivo, ou não terminou, permanece aqui latente esse desejo de reconciliação e também de restabelecer a relação dominação-submissão para então, sim, aí, sim, terminar e ter o troféu de quem terminou com quem. a disputa de quem magoa mais quem, de quem proporciona o maior ressentimento, nessa disputa eu entrei atrasado, até então hors concours, até então, com uma entrada triunfal, chegando de rasteira, caindo de sua órbita em desgraça direto em você na velocidade da luz, quando eu so queria sentar sobre a sua car...

floating in outer space

dizem que quando os gatos te olham, com aquele olhar profundo de gato, e piscam, lentamente piscam, querem comunicar o amor profundo que sentem pela pessoa objeto de seus tão intensos olhares. no sofá, tentei emular o olhar que recebo de minhas duas gatas. um olhar profundo e profundamente cheio de amor, devoto até as pálpebras fecharem. eu sorrio. envergonhado. seguro lágrimas que querem sair, mas o sorriso não pude deixar escapar. naquele momento me teletransporto para marte, talvez nos teletransporto para marte, aquela terra fria e empoeirada, vazia de gente e emoções. um marte em gêmeos, arguto, mas onde não haveria mais briga. fecho os olhos, viro o rosto para a tv, de forma a esconder o sorriso que se formou. o tempo que se cria nessa viagem pelo espaço sideral talvez seja o tempo que devemos permanecer distantes, um paralelo entre espaço e tempo sacramentando o espaço-tempo em que o próximo evento ocorrerá, em marte (em gêmeos na casa 2) ou vênus (em aquário na casa...