Elegia [Icaraí]
onde é isso? na coréia? to segurando, tá pesado.
[sobre segurar um submarino]
há um ano eu andava na chuva, rua otávio carneiro esquina com rua dr. tavares de macedo. talvez eu tenha chorado, e se chorava, as lágrimas se misturavam com a chuva que caía sobre mim. mas chorava por que?
também, há um ano, eu corria na chuva, rua otávio carneio esquina com rua dr. tavares de macedo. nesse dia, eu sorri, de fato, sorri, contente que estava. contente por que?
mas o que me levava ali, naquela particular esquina? quantas vezes olhei para o alto, como se fosse achar um rosto numa das janelas, atrás de alguma cortina, resquício do dia em que ele me assistiu dormir, sem sonhos sem nada para achar...
where did they all ran to? where the sky is blue forever...
[o que eu ouvia ao andar na chuva entre as ruas de icaraí]
e ali, naquele quarteirão, eu tentei,
de todas as formas,
enfiar minha tristeza maior que qualquer outra coisa
em outra razão, busquei outro culpado,
outros culpados,
tão mais fácil ser infeliz por amor não
correspondido
que por assistir o lento
mas também rápido
despedir-se
partir, de outro alguém
que muito se ama
e que muito te amou
e ao universo saluda
enquanto diz adeus,
adeus
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