invenções sobre a semana
às 14h, nossos corpos em posições distintas estão em salas, também distintas, olhando para terapeutas distintos. o quão ridículo lhe parece? eu imagino o quanto de assunto já fui nessa vida, e falo disso. nesse momento, você fala de mim com um desdém seguido de desespero.
eu só falo sorrindo, até quando quero chorar. evito olhar a terapeuta. minhas terapeutas são sempre mulheres. tem de ser. condição básica. frequento uma que atende Gestalt-terapia. ou não frequento. você faz psicanálise. claro, tá na cara.
mas agora eu tenho cinco pessoas para incluir na estória da minha vida, e eu fico realmente cansado disso tudo. comento que trepei na manhã de segunda e a melhor coisa foram os muxoxos enquanto dormíamos de conchinha (ou o selinho trocado na calçada por volta do meio-dia).
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| felicidade sem motivo "cause they found their friends" |
comento que minha cena favorita de sexo é de quando amélie perde a virgindade. ou de quando ela conta quantos orgasmos acontecem em Paris. ou até mesmo de quando nino entra pela porta e a beija em pontos estratégicos. não consigo decidir.
de qualquer jeito, no outro canto do globo em que você se encontra, com seu psicanalista homem que talvez menos ajude que qualquer outra coisa, você não fale de mim, mas sim de qualquer outra banalidade maior, e então acaba a hora, eu me levanto, me despeço.

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