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Mostrando postagens de janeiro, 2015

vãs palavras vazadas pelas frestas / sunset blvd [2]

joe, no fim das contas, não passou desses robôs. inteligências artificiais, sentimentalidades forjadas, falsas. please, hate me, joe. e joe me odiou, bem como a mocinha que podia ter qualquer nome [que também me odiou, em seu estilo mais quieto e calado], em qualquer filme e/ou época. agora, tudo faz sentido: a primeira cena, eu - lá do alto - vejo a mocinha me encarando, misto de fascínio e curiosidade, mas depois faz mais sentido como visão, previsão: o futuro. eu, norma desmond, que me cai como luva, louco-pirado, autor-algoz, apagando-me do mundo de forma altiva e brilhante, descendo as escadas como que aguardando o close-up para finalizar a cena.

no te vayas si te vas

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"e nem meu namorado é!"; ainda esperei alguns minutos para levantar. estava bêbado por demais, logicamente que nunca falaria isso, assim, em alto e bom som. (ou não falaria de novo). saí pela calçada e olhei a volta, sozinho. como sempre, claro. perdido.  sozinho. vaguei um instante por aquelas calçadas, antes de decidir atravessar a rua e ter a péssima ideia de comer um x-burguer. pensei em como falei muitas besteiras naquela noite e como eu decidia que poderia ser a última vez (de falar tantas besteiras). em como poderia ser, na verdade, definitivamente a última vez (para tudo, para te ver). que reação foi aquela, de ordenar e sair, como se eu fosse uma ovelha a ser pastoreada. sentei e pedi o sanduíche. comi devagar. ainda paquerei alguém. bêbado demais para paquerar, descabelado, os óculos quebrados. bateu um arrependimento e eu liguei, saí andando pela rua (logo após comer). não te achei, liguei, nada. o telefone tocou, e eu te vi no ponto. fizemos que...