dia nascente



eu, de novo, ali, feito bobo. com medo. não chego em mais ninguém, não sei mais flertar. preciso da reinvenção. eu, perdido no espaço-tempo, de novo, sem saber o que fazer.


a certeza da inexistência do nós. a ponto de fazer uma besteira sem tamanho. outro dia me controlei para segurar uma bandeja qualquer e não esgueirar minha mão pelos braços da poltrona. múltiplos braços, de plástico, tecido, epitélio.


os tecidos que se esbarram mas não produzem atrito: ver a cena que foi a boca semiaberta, o céu clareando.


eu to inventando tudo isso.

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