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Mostrando postagens de julho, 2014
há os ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

de volta para o futuro: não.

obedeci a música e ali eu estava, de novo, no espaço apertado, mal iluminado. as caixas de som berrando no meu ouvido. era 2011. podia ser 2011, mas na verdade, eu sabia que nao era. mas podia ser. eu sentia como. a gente ali, dançando. rindo. êta. e voltar no tempo é assim fácil.

na rua do santo cristo

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vista da rua do santo cristo Ando pela rua santo cristo; a rua do santo cristo. Arrasto minha cruz com pouca graça e pressa pelas calçadas. Os carros buzinam e soltam fumaças pretas, alheios ao meu calvário. O sol bate em meus olhos, sensíveis. Sempre foram. Água enche os olhos, mas foi só o sol. Ou um cisco. Tropeço. Passo as costas da mão no nariz pra conter a coriza. É só um resfriado. Só. Nada além disso. Os motoqueiros nem percebem quando passo carregando a cruz; eu não sinto dor, não choro. Nada. Atravesso a rua. O sol queimando a pele. Sol de inverno. Os raios ultravioletas atingiram níveis recordes na américa do sul, diziam os jornais, sobre o inverno desse ano. Devia ter passado protetor solar, mas o texto do pedro bial é tao ridículo de dar dó. É isso que chamam de entretenimento? Mas mesmo assim, devia ter passado protetor solar. Devia ter me protegido. Devia ter usado proteção naquele outro dia. Devia ter parado antes. Agora carrego essa cruz. Essa sina. Chego a igreja...

imaginações imaginárias

o tempo parece que parou naquela sessão de "amores imaginários" em 2011. ou voltou. o tempo voltou. aquilo que eu sempre quis. o tempo voltou. e eu nao percebi. mas tá meio diferente? nao. naquele momento eu já atuava. imitava as cenas. eu era francis, eu era marie. sonhando. delirando. sempre fui. se encontrasse xavier dolan, tascava-lhe um beijo. dava-lhe abraços. isso era minha vida. é minha vida. eu sou francis, eu sou marie. imaginando. o coração batendo, saltando para a garganta. o estômago derretendo sobre os intestinos. os joelhos ardentes e trêmulos.   mas, um momento. espera. eu sou isso mesmo? dúvida. duvido. sei lá. o que lhe aconteceu? eu nao sei. nao tenho certeza. espera, fui eu mesmo que fiz isso? qual o seu problema? começa a troca de acusações, somente na minha cabeça. sempre fui ruim em imaginar diálogos. só imaginava as minhas falas. mas às vezes eu acerto as coisas. sou meio que adivinho, meio maria bethania, meio caetano, prenunciando as coisas. t...

fuck you

cutuca aqui, cutuca de volta; cutuca a onça com a vara curta. no carro, na areia, na grama: olho o retrato e me vejo. me vejo enorme, disforme, me tornando o que eu queria porém e ao mesmo tempo, o que eu nao queria. sozinho, a cada nova decisão, mais sozinho. a vida é difícil. na madrugada, códigos e hieróglifos me fizeram ter idéias, esbocei um sorriso. fuck you, fuck me . nao. de novo: eu entendo tudo errado. mas eu tenho entendido tudo muito errado. onde que se aprende a entender? perdi essa lição na escola. perdi tantas lições. aquela em que se colocam limites, em que se delimita o passado, o presente e o futuro, ou aquela em que aprenderia a dar tchau. mas eu fico é nesse remerreme, só no fuck me.