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Mostrando postagens de maio, 2014

femme de bandit

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ali, sob a chuva, senti falta das plantas altas que cobriam o chão e deixavam corpos se esconderem. ah, o anonimato da escuridão!, me peguei pensando. na chuva, mais cedo, enquanto andava pelas pessoas na lapa e ficava aflito, sozinho, exatamente como me sinto aos domingos, eu nao pensava que me sentiria assim de novo. (mas o "assim" nao chega nem perto do antes. nada é igual. o tempo passa e eu queria voltar a ler harry potter e a câmara secreta enquanto o tempo nublado ameaçava chover e eu forçava os olhos para ler as frases. lia rápido como que competindo com noite que se aproximava; nao queria levantar pra acender as luzes). e assim estava eu, lá, naquele cimentado horroroso que proporciona dias gloriosos e algumas conversas desconexas sem sentido. ou encontros aleatórios. e então, pan! um tapa na cara. para que só um tapa na cara quando se pode dar muitos? pois bem que eu estava lá, dando a cara a tapas. um. dois. três. quatro. parece bom? quem sabe um pouco mais...

só isso

nao sei o que me fez lembrar de você, mas eu estava sentado no ônibus e pensei no quanto você tava bonito da última vez que te vi. o quanto quis dar uns beijinhos, o quanto eu penso naquilo tudo. nao só em você, em mim, e nos outros. ah, as escolhas da vida. mas eu pensei em como eu queria e quero saber se você ainda beija esquisito; mas isso foi você quem me chamou a atenção. acho que depois disso eu passei a dar mais atenção a como os outros beijam e, sim, você beijava esquisito. e da última vez eu fiquei tão tentado a me empurrar em sua direção e é isso. é só isso, mesmo.

my bad

a total mess . quem se importa? nem eu. às vezes escrevo sem pensar, e sempre penso sem pensar. os pensamentos fluem sem que eu queira; nesses dias, friorentos, a pele do pé fica até dolorida. mas isso é o de menos. continuo odiando domingos. o final de semana foi bom. domingos são detestáveis. nao sei o que fazer. como que se chega lá? na maior parte do tempo eu invento a minha realidade, que é uma bosta também. a gente volta bêbado no ônibus quando o dia já tá claro, e eu nao sei oque fazer sobre isso. não sei, mesmo. nao sei de nada.

don't you dare

queria poder falar e escrever, tentar tirar isso de mim; mas tou razoavelmente bem e nada sai decentemente. bem, mas nem tanto: infeliz porque amanha é dia de trabalho. when did adulthood arrive? fora isso, sempre na mesma. na falta de assunto, vale falar dos sonhos? pois bem, um dos meus sonhos era poder falar " don't you dare " para alguém. em tom de ameaça. seriamente. mas nunca chegou esse momento. minha vida carece de drama, mesmo quando os momentos são, basicamente, dramáticos. fico impassível. ainda remoo algo que aconteceu séculos. remoo? ou só nada que muda desde então? busco as mesmas pessoas na esperança de que mesmo? nao sei. outro dia entrei numa discussão filosófica sobre a vida. minha vida se resume a discussões filosóficas. tudo é relativo demais, problemático demais. sempre há a dúvida, uma eterna dúvida. decidi pelo agnosticismo. fiz certo? no fim, fodase

querido tom 64

rio, dia do trabalhador / 2014 querido tom, o mundo é muito injusto. lia, agora mesmo, um livro. me identifiquei com a escrita. um dia quem sabe nao publico qualquer bosta? o mundo é dos medíocres. nao há mais nada; o mundo me parece uma tela em que vejo claramente o que acontece. por enquanto. ou pelo menos.