o tempo, ele nao volta, mas ronda
os assuntos tão se repetindo. eu nao sei exatamente, mas me sinto tão preso ao meu passado agora, de forma tão forte. mas preso deliberadamente, nao forçado. algumas coisas deixei ir embora (talvez tenha sido melhor; só me arrependo de ser babaca).
nao sei de onde vem essa vontade de viver o passado, mas não esse passado teatral, aquele passado distante, aquela coisa longínqua, quando eu tinha mais medo que nunca, mais medo que tudo, quando eu era nada. vontade de foder meu passado inteiro.
aí ontem aquela história de "quero ir para o chile" me reacendeu a memória, e eu lembrei daquele argentino perdido muambeiro na lapa. corri pro quarto e abri aquela caixinha de metal que fica atrás das camisas de botão, nos fundos do armário, e achei tantos papeizinhos cheios de saudade e do tempo que nao volta mais. nunca pensei que fosse realmente possível me sentir feito amelie poulain, mas me senti. na verdade, eu me senti como o velho ao abrir a própria caixinha anos depois: encontrei dois bilhetes recebidos pela rua mais um texto com a ideia de um roteiro que já virou conto aqui mesmo nesse blogue, uma profusão de pequenos envelopes com desejos de feliz natal e próspero ano novo da tia nininha (que continham dinheiros que infelizmente nao existem mais).
e daí eu não só me senti como o velho mas novamente me senti feito amelie, pois que aqui dentro veio aquela vontade de travar contato, de estabelecer um sentimento maior que apenas a saudade do tempo e a frustração de nao encontrar pronto o que eu queria.
e só me resta um correio eletrônico.
nao sei de onde vem essa vontade de viver o passado, mas não esse passado teatral, aquele passado distante, aquela coisa longínqua, quando eu tinha mais medo que nunca, mais medo que tudo, quando eu era nada. vontade de foder meu passado inteiro.
aí ontem aquela história de "quero ir para o chile" me reacendeu a memória, e eu lembrei daquele argentino perdido muambeiro na lapa. corri pro quarto e abri aquela caixinha de metal que fica atrás das camisas de botão, nos fundos do armário, e achei tantos papeizinhos cheios de saudade e do tempo que nao volta mais. nunca pensei que fosse realmente possível me sentir feito amelie poulain, mas me senti. na verdade, eu me senti como o velho ao abrir a própria caixinha anos depois: encontrei dois bilhetes recebidos pela rua mais um texto com a ideia de um roteiro que já virou conto aqui mesmo nesse blogue, uma profusão de pequenos envelopes com desejos de feliz natal e próspero ano novo da tia nininha (que continham dinheiros que infelizmente nao existem mais).
e daí eu não só me senti como o velho mas novamente me senti feito amelie, pois que aqui dentro veio aquela vontade de travar contato, de estabelecer um sentimento maior que apenas a saudade do tempo e a frustração de nao encontrar pronto o que eu queria.
e só me resta um correio eletrônico.
o tempo que não volta mais, mas que deixa arcas. acho q isso meio que acontece com todo mundo. é só saber levar as barras e superbarras dessa existência de merda que a gente vive.
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