o tempo, ele nao volta, mas ronda
os assuntos tão se repetindo. eu nao sei exatamente, mas me sinto tão preso ao meu passado agora, de forma tão forte. mas preso deliberadamente, nao forçado. algumas coisas deixei ir embora (talvez tenha sido melhor; só me arrependo de ser babaca). nao sei de onde vem essa vontade de viver o passado, mas não esse passado teatral, aquele passado distante, aquela coisa longínqua, quando eu tinha mais medo que nunca, mais medo que tudo, quando eu era nada. vontade de foder meu passado inteiro. aí ontem aquela história de "quero ir para o chile" me reacendeu a memória, e eu lembrei daquele argentino perdido muambeiro na lapa. corri pro quarto e abri aquela caixinha de metal que fica atrás das camisas de botão, nos fundos do armário, e achei tantos papeizinhos cheios de saudade e do tempo que nao volta mais. nunca pensei que fosse realmente possível me sentir feito amelie poulain, mas me senti. na verdade, eu me senti como o velho ao abrir a própria caixinha anos depois: encon...