a mocidade perdida

porque foste o que tinha de ser

eu fico ali, admirando a lua as estrelas seus olhos, sentado de frente prum prédio feioso qualquer que você acha bonito, encostado num poste fajuto como os meus sapatos e minhas roupas surradas. eu quase parto a coluna para te dar um beijo primeiro na testa depois nos lábios.

CRIME CRIME me gritam, eu em praça pública exorcizado, exorcizando meus medos, agora vem os tomates, devo estar num circo ou numa corte, o que é pior, porque o palhaço ao menos tem a noção de estar ali para fazer rir CRIMINOSO acendem a fogueira e eu queimo entre as chamas de folhas de plástico transparente ou TNT ou cartolina mesmo, essas queimaduras de mentirinha que já já saram, já já somem, porque na verdade nunca existiram.

e a gente vai seguindo essa vida de 21 anos, tal como adele, como outros, em que choramos e cantamos alto essa dor inexistente mais como forma de nos sentir vivos e incluídos num grupo maior, até cachorros fazem isso por que não nós

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