sabe lá o que será de mim.
Eu podia lhe jurar que naquele momento eu lhe deixaria abrir meu zíper. Teria sido mais fácil se estivéssemos os dois, eu e você, num quarto escuro, sozinhos. Eu lhe deixaria abrir meu zíper, e quem sabe, meu coração.
Eu agora deveria tomar banho; eu transpiro cigarro. Não que eu fume, mas acho que esse cheiro entranhou-se de tal maneira que o mais longo dos banhos não significaria nada. Eu preciso lavar o espírito, preciso me afogar no banho. Que ótimo que aqui em casa temos apenas chuveiro: banheiras seriam fatais, em diversas ocasiões.
Eu cantava aquela velha canção outro dia "se essa rua se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar". Eu cantava na esperança de saber realmente o que levou a essa situação, o que se passa na sua cabeça. Acho que cantarei eternamente.
Outro dia achei duas moedas de um centavo cada; anteontem achei uma moeda de dois centavos de euro. Alguma coincidência? Prefiro não arriscar a análise de sorte dessa vez. Eu poderia lhe dizer que não gosto dos dias chuvosos? Apenas quando estou em casa. Não gosto de lama nos pés e sapatos, apesar de pouco me importar em não limpá-los ao chegar a casa.
Eu dormi o dia inteiro, e agora já estou bocejando. Queria ter algo interessante a dizer, mas a minha imaginação limita-se apenas a uma espiral infinita de mimimis e lenga-lengas que parecem ser feitos do mesmo material e assunto e eu agora desejo nada mais do que a noite de um sono sem sonhos.
Olha, vou dizer que tenho preferido noites assim, também.
ResponderExcluirMeus sonhos estão numa fase muito estranha...