algodão egípcio.
Um nó se faz e desfaz na minha garganta, a seu próprio gosto, tal como sentir borboletas no estômago quando se apaixona pela primeira vez independe da vontade. Eu rio do perigo, eu rio da desgraça, eu finjo. Finjo ser o que realmente sou, para que pensem ser o que não sou, e acima de tudo, finjo estar bem quando não está ou até mesmo quando está, que seja.
Ali, agora, sozinho; lá, antes, sozinho; mais adiante, depois, sozinho. Eu podia fugir para o Paraguai, para o Tocantins, porque Teresina já é muito fairplay, alguém me encontraria lá. Eu quero o desconhecido, eu devia me querer então. Mas eu não quero nada além de desfazer esse nó de lã que me prende a respiração e me faz querer chorar feito um bebê num berço coberto em tecidos de linho. Isso me faz querer me afogar numa banheira de lágrimas e me enxugar numa toalha de algodão egípcio.
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