distração
Porque eu estava distraído, talvez seja isso. Engraçado, e inesperado. Eu fiz tudo certo dessa vez, eu subi os degraus, parei na roleta, passei a roleta, não pensei em você (como faço há séculos, perceba-se, pot favor) e então eu te vi. Ou eu achei que tivesse visto, porque na verdade, quase que na verdade verdadeira, eu preferiria não ter visto nada.
Já fazem muitos tempos desde a última vez em que te vi; não exatamente em que te olhei, mas em que te vi. Eu costumava esperar quem-sabe-qual-dia para te ver, para ter um glimpse, talvez. Dias se passaram, meses, anos, quiçá séculos, desde a última vez.
Não que eu morra de amores, porque eu não faço isso por ninguém, ou pelo menos eu repito isso tantas vezes que isso, que talvez seja mentira, se entranhou de tal modo a minha personalidade que eu me vejo em um beco sem saída. Apenas distraído.
Mas já faz tanto tempo, mas tanto, que eu esqueci.
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