da estupidez.

Como eu andei naquele dia, andei muito; saltei no ponto errado, e subi, subi, subi, feito um balão, praticamente, até chegar ao topo do mundo. Eu estava sem ar. Estava suado. Tirava já o casaco. 

Não continuei porque tive medo; medo de escorregar e sujar a roupa, e quem sabe, machucar alguma coisa. Seria maluquice demais escalar uma pedra lisa, apenas utilizando uma corrente enferrujada. E a volta, como seria?

Apenas me sentei na mureta, sentindo o friozinho que vinha da mata.

*            *            *

Seria mais burrice, talvez, acreditar na sorte que as folhas que farfalhavam no chão me diziam. Mas eu fui mais esperto, e entrei naquela aventura que começou quando eu estava ali, sentado na mureta talvez construída um século atrás, quando aquela mão não simplesmente se apoiou em mim, mas me acariciou. Será que eu estava imaginando coisas?

Pensei seriamente em subir mais em direção à Vista Chinesa. Talvez as folhas dissessem que seria mais sábio fazer isso que retornar impropriamente.

*            *            *

Pois que o telefone tocava, e eu clicava em silencioso. Seria tortura excessiva o que eu fazia? Depois de tudo aquilo que eu tinha andado?
A verdade é que eu só pensei o quanto eu fui burro e devia ter ouvido as folhas.

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